A página A16 do Valor Econômico de 3af davam a entender que o Brasil vive num planeta à parte. São duas reportagens:
- A primeira discutindo o pleno emprego e o efeitValor Econômico de hoje (3af)o sobre a inflação.
- A segunda entrevista o economista Regis Bonelli, que acredita que o investimento continuará crescendo, apesar da alta dos juros.
Nota: não envio os links, pois este jornal tem senha e depois ninguém consegue ler a matéria.
As duas reportagens fariam todo sentido se não estivessemos vendo o atual cenário econômico mundial se deteriorar rapidamente! E aí o Brasil vai parar também. Sofreremosá menos que a maioria dos demais países, mas estamos longe da tão falada (até por mim!) ‘blindagem’. Nossa blindagem chama-se China e ela encontrará sérios desafios pela frente, e os problemas chineses serão nossos também.
Em suma, acho que está na hora de levar mais a sério o cenário internacional e como este irá impactar nosso país. Tem um mundo de gente endividada, que vai sofrer muito quando a economia desacelerar (e o desemprego subir, as vendas cairem…).
A situação americana está tão complexa, com quebra de bancos, restrição ao crédito e uma inflação que os assusta (ver abaixo), que me parece impossível que não vá se alastrar por outras partes ainda sem crise do mundo.
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200807162257_BBB_77214865&idtel=
Acho que já passou da hora da mídia abordar possíveis consequências de uma crise global atingir o Brasil de forma mais séria. Voltarei com mais detalhes sobre o tema ao longo da semna.
Atenção!! Abraços, FB
Julho 17, 2008 at 3:21 pm
Fernando,
Um trabalho longo e desafiador seria diferenciar os diversos tipos de crédito e os seus fatores determinantes. Por exemplo, o efeito dos juros de curto prazo é mais rápido e efetivo sobre o consumo do que o investimento. Este, por sua vez, é influenciado fortemente pelos juros de longo prazo e lucros retidos…
Várias dúvidas persistem sobre o papel do crédito e seus determinantes:
Quem sofre primeiro com uma reversão do cenário internacional? Consumo de duráveis, não-duráveis ou investimento em capital fixo? E as pequenas e médias empresas, como ficam já que o giro e o investimento são financiados por crédito de curto prazo?
Como você mostrou neste e em outros blogs, não há um entendimento uniforme sobre o crédito no Brasil.
Abraço
Fred