Este artigo da Business Week está muito bom e eu recomendo a leitura.
Primeiro o autor, Matthew Goldstein, comenta que o Obama foi muito “soft” com os banqueiros na Casa Branca, comparativamente ao que foi com as montadoras.
Depois ele argumenta que o governo do EUA (e por tabela do resto do mundo?) não deveria permitir que nenhum banco ser “grande demais para quebrar” (“too big to fail”). Afinal, 96% dos derivativos estavam nas mãos de apenas 5 bancos.
A solução, segundo ele, seria o restabelecimento de uma legislação semelhante ao famoso Glass-Steagall Act, que separava as funções de banco comercial (depósitos e empréstimos) das de banco de investimento (“mandrakarias” em geral”). Quanto esta lei foi alterada, nos anos 90, bancos como Citibank puderam cumprir os dois papéis, correndo riscos que jamais teriam corrido em outros tempos.
Se, de fato, um novo Glass-Steagall Act for criado nos EUA (e no mundo), o processo de inovação financeira terá dado um passo para trás. Mas é isso mesmo que os governantes querem. E é isso que o mundo precisa.
Em tempo, aqui no Brasil os bancos múltiplos podem cumprir os dois papéis – comercial e investimentos -, só que o mercado local é muito limitado e regulado, o que torna muito difícil que geremos uma crise Made in Brasil, por conta de excesso de liberalidade.
Abraços, F.
Abril 1, 2009 at 6:20 pm
Olà Fernando,
Achei o artigo bem interessante : o Matthew Goldstein esta certo : O Obama deve ser mais duro com os bancos só que como ele não quer nationalizar-os, ele tem de usar outro jeito de adotar o plano.
Vemos que a dificuldade do plano não era para os investidores comprar os ativos toxicos (garantizados pelo FED) mas para bancos concordar vender por um preço menor da valorização no livro deles… = Então o que o governo pode fazer = Utilizar o “Stress Test” ( a ser publicado ao final de abril) para mostrar aos bancos que os ativos toxicos a vender realmente estão sem valor nenhum. O problema é que se os bancos depreciarem bastante, conforme o governo quer.. ainda mais deles vão precisar dinheiro..e quebrar ?
Um abraço,
Paco DEBONNAIRE.