Passo I, Parte II – Goste do seu crédito, trate-o bem…

Prezados,

Dando continuidade à Parte I, eu afirmo: quando o assunto é  crédito, RECLAMAR em chat, para os amigos, nos blogs, etc., é pouco (ou nada) produtivo. Ao invés de perder este tempo nobre reclamando, use-o a seu favor. Como?

1. Estude o tema (internet, livros, revistas, etc.), converse com especialistas, amigos, etc. Não se afaste do tema por este ser árido, chato, etc.

2. Aproxime-se do seu banco, seguradora de crédito, da financeira, do varejista. Mostre que deseja  fazer negócios com eles. Entenda como eles o enxergam e como decidem sobre o seu crédito. Não se afaste “porque não gosta deles” – pelo contrário.

3. Estude a sí próprio, i.e. tenha na ponta da língua as forças do seu negócio e como poderá se tornar um ótimo cliente no futuro – desde que a relação seja boa para as duas partes, naturalmente.

4. Entenda como funcionam os competidores, pois às vezes mudar de ‘fornecedor’ é a solução.

Lembro-me bem quando o financista Armínio Fraga foi chamado para assumir a presidência do Banco Central. Isto ocorreu em 1999, após a desvalorização do Real e do escandalo Marka/Fonte-Cindam. Naqueles dias, nossa moeda (e as de outros países emergentes também) era atacada com certa frequência, o que pedia um gerenciamento profissional, gente do ramo. Em outras palavras, ser um grande acadêmico não era mais condição suficiente.

Com este mega-abacaxi nas mãos, FHC optou por Fraga, que na época trabalhava para o mega-investidor/especulador internacional George Soros. A fama deste se globalizou quando, em 1992, literalmente quebrou o Bank of England e a Libra Esterlina foi desvalorizada (o fundo de Soros teria ganho mais de US$ 1 bilhão). Soros era taxado de imoral. Chegava a ser engraçado. Eu moravá lá e presenciei a confusão de camarote.

Tal nomeação gerou uma tremenda comoção política no país. A frase favorita dos mais exaltados era: “Vão colocar uma raposa para tomar conta do galinheiro“. E eu dizia, “Que bom! Escolheram um especialista, alguém já esteve do outro lado da mesa. Por ser um grande operador de mercados ele entende a cabeça dos grandes especuladores e poderá se antecipar a eles”.

Queriam o que, colocar um camelo para tomar conta do galinheiro? Ora, camelo não gosta de galinha, não entende de galinha, quer distancia de galinha. Em suma, todas fugiriam ou seriam devoradas pelas raposas mal intencionadas. A solução correta foi mesmo ter colocado uma raposa honesta. E o galinheiro cambial brasileiro voltou a ter controle.

Esta pequena história (100% real; o% de fantasia), com um toque de fábula infantil, é para ilustrar que quando o negócio é mercado, crédito, finanças, etc.,temos que colocar ‘raposa do bem’ para gerenciar nossas tesourarias. É assunto para especialista e requer dedicação, foco, pesquisa, etc.

Se não ficou claro, comentem por favor.

Abraços

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