Estou inspirado hoje, não?! Três posts de uma vez! Acho que tenho um grande potencial para me tornar um Serial Bloger 🙂

O texto abaixo foi publicado na Folha de hoje (aliás, onde este escriba digital também é citado, na página B2, do Caderno Dinheiro). Após esta auto-promoção, voltemos ao artigo, que trata de um estudo muito interessante feito pelo professor Domingos Pandeló, do IBMEC.

Ele demonstra, através de dados do Banco Central, algumas atitudes irracionais do tomador de crédito brasileiro.

Como não tive acesso à pesquisa, nem falei com ele, limitar-me-ei a comentar sobre um tipo de irracionalidade que só deve acontecer no Brasil: a oferta de crédito aumenta e o preço do crédito (i.e. os juros) não cai, ou melhor, chega a subir! Isto é de uma irracionalidade que faz Adam Smith virar no túmulo, pois vai contra a lei da oferta e da demanda.

Expliquemos:

  1. Quando bancos, financeiras e varejistas decidem aumentar sua oferta, o que ocorre é que existe apenas um represamento menor do que aquele já existente. Não que vai haver crédito sobrando na praça, mas vai faltar menos – é por isso que oferece-se mais volume, mas o preço não cai.
  2. Há também o fato de haver novos entrantes no mercado de consumo, que se tornam novos endividados, e que pagarão o que lhes for cobrado.
  3. E também tem a famosa ignorância crediticia – afinal, o tema é novo, ninguém gosta de discutir crédito. O resultado é que se paga mais caro mesmo!

O que há mesmo é muita demanda para pouca oferta, diferentemente do que ocorre na maioria dos países desenvolvidos (além de muitos emergentes também). Hoje falamos do crédito como proporção do PIB ao redor de 36% (era 22% há menos de dez anos) – no Chile é 65%, na China é 100% e por aí vai. 

Concluindo, crédito no Brasil ainda é novidade para a maioria das pessoas.

Boa leitura!

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u410311.shtml

Anúncios