Análise sobre um tema ainda muito controverso

Nos “bons tempos” em que tínhamos inflação pra valer, os bancos não cobravam tarifa. Nem precisavam, pois ganhavam rios de dinheiros com o chamado ‘floating’, i.e. dinheiro que entrava sem custo para o banco e que era investido com juros mais a correção monetária (= inflação). Mamão com açucar.

Este também era o principal motivo para que os bancos, na época, não se motivassem a emprestar para pessoas físicas e empresas de pequeno e médio porte.

Hoje é tudo diferente, mas ainda não nos acostumamos com a cobrança das famigeradas tarifas. Também incomoda o fato delas serem, muitas vezes, tão diferentes entre os bancos, i.e. tão caras em uns e nem tanto em outros.

Desmitificando o mito

  1. No mundo todo paga-se tarifa. E as tarifas devem, em tese, custear a máquina operacional dos bancos, que trabalha para a prestação de tais serviços. 
  2. A diferença de preço entre os bancos tem a ver com as diferentes estratégias, e.g. cobrar tarifas baixas para atrair mais clientes e, talvez, cobrar mais nos juros ou remunerar menos os investimentos – ou vice-versa.
  3. Os preços das tarifas é regido pela lei da oferta e da procura: quando um banco detecta que está perdendo clientes irá baixa-las – e vice-versa. 
  4. Tem tabela cara e tabela barata, assim como há serviço bom e serviço ruim. Há bancos com serviços diferenciados e, portanto, cobram mais – e vice-versa.

O que fazer:

  1. Definir o que é mais importante: preço ou qualidade.
  2. Pesquisar os preços das tarifas e o que os bancos oferecem.
  3. Negociar com o seu gerente; demonstrar que conhece os preços dos concorrentes.
  4. Mudar de banco se for o caso – e o caso é o seguinte: você precisa do crédito? Conseguirá o mesmo crédito e com juros competitivos em outro banco?

Dica # 1: visite sempre o site da Febraban (Federação dos Bancos) e confira as tabelas lá publicadas.

http://www.febraban.org.br/Associados/star/star.asp

Dica # 2: a Folha fez uma pesquisa, comparando os custos das tarifas. Confira o resultado:

http://economia.uol.com.br/financas/servicos_bancos.jhtm#

Abraços, Fernando