Boa noite,

Nesta 6af eu tive uma longa conversa com um dos mais bem sucedidos e sérios empresários do nosso mercado de factoring. Este é um segmento que não goza da mais alta reputação no Brasil, mas as perspectivas são positivas. A ANFAC, associação setorial, tem feito um trabalho elogiável no sentido de regulamentar esta linha negócio, que é tão importante para o pequeno e médio empresário – aqui e no mundo.

Na Europa, alguns dos mais importantes grupos financeiros têm sua factoring, e.g. Royal Bank of Scotland (RBS) e Natixis (banco que também controla a ‘minha’ Coface). No Brasil, como os bancos sempre foram mais criativos, criaram o desconto de duplicatas (e de cheques, etc.) e – com uma ajudinha tributária – acabaram empurrando as empresas de factoring para um nicho de mercado de maior risco. 

Duas informações me deixaram surpreso:

  1. O mercado por desconto de recebíveis de empresas PJ e MM está brutalmente competitivo. Os bancos passaram a atacar empresas que antes eram clientes cativos das factorings. Hoje, é mais que comum que as factorings descontem “pré-recebíveis”, i.e. ordens de compra e venda travestidas de duplicatas, que serão substituídas pela duplicata real quando a operação comercial for realizada. Isto é de um risco tremendo para a factoring, mas também abre mercado para obtenção de capital de giro para as empresas ‘sem-banco’.
  2. A carteira de clientes gira em torno de 40% a cada 2 anos, por conta do desaparecimento de empresas ou por estas passarem a ser financiadas por bancos.
  3. Factoring que só comprar duplicata de venda efetivada, terá que concorrer com bancos – e aí é quase impossível ganhar dinheiro.

Vida de factoring não é fácil, pois o risco é muito alto – e a vida de quem precisa de factoring também não, pois tem que pagar juros muito altos.

Abraços, FB