Olá,

Vocês sabem que eu estou convencido que uma (provável) deterioração do mercado internacional irá afetar a economia brasileira, de forma que as condições internas de crédito causarão mal estar em considerável parcela da população endividada.

Nas últimas 24 horas, coletei as seguintes visões sobre o tema:

1. BEARISH (para baixo): A Gazeta Mercantil, via Bloomberg, trás uma nota da agência de rating Moody’s, em que a analista Jennifer Tennant comenta que a agência vem downgrading (piorando) o rating de muito mais empresas do que as vem upgrading (melhorando). Ela diz: “As tendências da qualidade de crédito permaneceram em boa medida negativas no segundo trimestre”. Só nos EUA, 1088 empresas tiveram seus ratings piorados, enquanto 274 tiveram seus ratings melhorados. Isto é sério, pois o custo de captação destas empresas – e da economia como um todo – piora neste tipo de cenário!

2. NEUTRAL (neutro): o mesmo jornal trás Josef Ackermann, CEO do Deutsche Bank, que vê a crise financeira internacional “no começo do fim” (i.e. o vetor é de melhores resultados e, principalmente, de ganho de confiança dentro do e para com o sistema). Por outro lado, ele demonstra grande preocupação com a crescente inflação e com o desaquecimento econômico…que afetará negativamente os bancos.

3. BULLISH (de alta): há poucos minutos, o programa Conta Corrente, do canal Globonews, entrevistou o economista Dany Rappaport, da Investport, que deixou claro que, na sua visão, o mercado internacional está em recuperação e que as bolsas voltarão a subir até o final do ano.

Não é de hoje que pessoas inteligentes e sérias emitem opiniões tão díspares.

É mais ou menos assim, você prefere o ataque da Seleção com Robinho e Pato, ou com Adriano e Robinho, ou…enfim, análise de conjuntura tem muito de escalação de time de futebol. 

O que vale mesmo é a SUA opinião e, principalmente, a SUA decisão quanto ao rumo a seguir. Por exemplo, se é hora de tomar mais crédito, de pré-pagar suas dívidas ou não fazer nada.

Boa análise + abraços, Fernando