A matéria on-line abaixo, do UOL deve ser manchete nesta 4af.

http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/07/29/ult4294u1565.jhtm

Nota-se que as variações foram muito pequenas, porém, as tendências no curto/médio prazo são:

1. Redução do crescimento da oferta de crédito para Pessoa Física, com destaque para as classes mais baixas, que já tomaram mais crédito do que deviam, e que também serão mais expostas a desaceleração econômica e inflação – este segmento vem perdendo renda, fato que tende a se agravar.

Esta pequena alta dos juros para as PFs me parece ser reflexo da seguinte situação: (a) a SELIC aumentou e o banco remarcou a sua tabela nas agências, (b) o cidadão que precisa rolar seus empréstimos e que antes tinha várias opções, agora não as tem porque o apetite de risco dos bancos diminuiu, (c) ele(a) vai ter que pagar mais alto mesmo, pois perdeu poder de barganha.

Tendência: as PFs tenderão a pagar juros mais altos, na média, inclusive se a SELIC parar de subir, ou subir mais lentamente. É possível que os juros subam mais para os clientes de menor renda, sendo que para os demais segmentos a coisa se mantenha estável – tudo vai depender da concorrência entre os bancos, para a conquista de novos clientes da classe média.

2. Aumento da oferta de crédito para as Pessoas Jurídicas, em especial para as de média e pequeno porte: os bancos vêm constatando que este segmento está crescendo, se organizando e apresentando inadimplência estável. Esta é uma boa razão para esta leve – e surpreendente – redução dos juros (e ainda mais do spread bancário, pois a SELIC subiu no período).

Conversei com alguns bancos e estes me foram taxativos: “estamos investindo na contratação e treinamento de mais gerentes PJ.”

Tendência: spreads em queda; juros dependendo da SELIC. Haverá mais oferta de crédito. Porém, se a crise que eu e a Coface achamos que vem por aí, de fato vier, a tendência é que o consumo sofra, assim como as empresas mais frágeis (e.g. dependentes de crédito). Aí, o crédito via minguar e encarecer – e as neo-endividadas PMEs sofrerão. É bom ser cuidadoso, previdente…

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