agosto 2008


Muita gente acha que o produto financeiro Crédito Consignado é o fim dos problemas para o cidadão endividado. Foi, sem dúvida, uma evolução e uma conquista. Trouxe, porém, muita dor de cabeça, em especial para aposentados.
Abaixo uma notícia que não é nenhum “furo”, mas que deixa claro que o governo não deixará que a “farra” continue. Com o aumento da SELIC e o preço tabelado dos juros do consignado, os bancos passaram a ter suas margens de lucro muito reduzidas.
Alguns bancos menores, especializados neste produto, já anunciaram que reduzirão suas carteiras. Os números do banco central mostram que isto já começou.
É má notícia para a pessoa física, i.e. é hora de ficar com os dois olhos bem abertos.
Abraços, Fernando
Sexta-feira, 29 de agosto de 2008

 
Previdência mantém juro do empréstimo consignado
O Conselho da Previdência Social decidiu nesya quinta-feira manter o teto do crédito consignado para aposentados em 2,5% ao mês. Os bancos queriam aumentar o juro, sob alegação de a taxa básica, a Selic, vem subindo todo mês.A Selic subiu de 11,25% em abril para 13% ao ano agora. Como o empréstimo consignado praticamente não tem risco, porque é descontado diretamente do benefício do aposentado ou pensionista, uma margem mínima já dá lucro aos bancos.

Mesmo sem capitalizar (cobrar juro sobre juro), dá para ver a enorme diferença entre o que os bancos podem cobrar dos aposentados e o que pagam ao seu aplicadores. Com 2,5% ao mês, cobram 30% (como é capitalizado, a taxa é ainda mais alta), ante os 13% anuais da Selic.

 
 
 
 
Carlos Rangel
Da equipe do DiárioNet
Publicada em: 27/8/2008

Caros, o Alexandre Schwartsman foi diretor da Área Internacional do Banco Central e atualmente é economista-chefe do Banco Santander (ele é um dos tops do Banco Real que se juntou à nova mega organização liderada pelo Fabio Barbosa).

Eu tive a honra de ser colega dele na FGV – bem, frequentávamos a mesma classe, mas nossas notas ficavam distantes na tábua de classificação. Eu dizia – e ainda digo – que caras como o Alexandre têm mais “preparo físico” para estudar, sem falar na capacidade de absorver o que estudaram. Sou fã dele.

Bem, acabei por trombar com o blog dele na blogosfera, e já o incluí no blogroll do nosso humílde Blog do Crédito. O link abaixo é um aperitivo do que se encontra por lá: muito conhecimento, muita provocação e bom humor.

Frequentem! Abraços, F.

http://maovisivel.blogspot.com/2008/07/um-dilogo.html

Olha, acabo de ler esta nota da Business Week. Vários economistas consultados sugerem que não é hora de estourar a champagne. Acreditam que o consumo irá enfraquecer, pois as estatísticas de desemprego estão em níveis muito elevados para os padrões locais.

Vamos monitorando + abraços,

Fernando

http://www.businessweek.com/investor/content/aug2008/pi20080828_330657.htm?chan=top+news_top+news+index_news+%2B+analysis

Leiam o link da Reuters, abaixo.

O governo americano mostra que o consumo das famílias cresceu 1,7% (anualizado), o que me surpreende, dado o cenário de crédito apertado. As exportações também ajudaram a aquecer a demanda agregada.

A crise acabou, então? Eu apostaria que tem cálculo errado antes de apostar no final da crise. Mas, como diz o ditado, cada cabeça uma sentença.

Em tempo, as bolsas européias fecharam em alta! Mas eu não compraria ações ou tomaria crédito por conta deste dado.

Abraços, Fernando

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRN2843507020080828

As Sete Práticas Estratégicas para o Relacionamento de Crédito de Pequenas e Médias Empresas
O Raul Marinho é um amigo e estamos unindo forças visando a criação do Instituto do Crédito, que visa a disseminação da educação creditícia. Ele é um especialista em Teoria dos Jogos, escritor, palestrante, etc., e publicou o texto (ver link) no site www.administradores.com.br, que vale a pena ser lido.
Abraços, FB
http://www.administradores.com.br/artigos/as_sete_praticas_estrategicas_para_o_relacionamento_de_credito_de_pequenas_e_medias_empresas/24786/print/

Os mais velhos lembrar-se-ão quando o Rei Pelé (do meu Santos FC de Glórias Mil) declarou que o brasileiro não sabia votar – isso lá nos idos de 70 e pouco. Quase foi deportado o pobre. Pois eu afirmo: o brasileiro não sabe se endividar. E tem gente que duvida…

Olhem só que reportagem bacana que está no link abaixo. Dá uma visão perfeita da situação do brasileiro:

  1. Poucos tomam crédito – porque é muito caro, naturalmente
  2. Não fazem idéia do quanto pagam de juros

Aproveito para comentar sobre um tema sobre o qual venho sendo “desafiado”: “a coisa não está tão ruim para a pessoa fisíca, pois o povão toma crédito consignado e para automóveis, que são mais baratos“.

  1. Consignado: é bem mais barato e, atualmente (mas caindo), representa 55% da categoria Crédito Pessoal. Primeiro, há os outros 45% pagando muito caro. Segundo, metade dos velhinhos pararam de tomar remédio para pagar o consignado. Crédito menos caro não é sinônimo de controle orçamentário.
  2. Crédito para veículos é barato mesmo? Eu comprei um carro no último sábado. Podia ter parcelado em zilhões de prestações SEM JUROS!!! Preferi brigar até a morte e pagar à vista. O desconto obtido resultaria no pagamento de uma taxa de juros tão alta, mas tão alta, que faria agiota corar! 

Falta muita educação financeira e creditícia neste país…

Abraços, F.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/08/27/consumidor_nao_conhece_taxa_de_juros_de_financiamento_diz_acsp_1602662.html

Atenção:

  1. O Banco Central informou (e este blog repassou) que a inadimplência da PF aumentou do mês passado para cá.
  2. Eu acabo de almoçar com amigo (não “colega”) do mercado, da área de PF de banco grande, que confirmou que a inadimplência subiu.

Estou consumido pela seguinte dúvida: a inadimplência da PF subiu porque o cidadão está endividado demais e com a alta dos juros – que afetou dívidas roladas – acabou se encalacrando. Ou será que esta deflação do IGP-M tem algum componente a mais do que  a simples queda do preço da cebola e do tomate, i.e. desaquecimento?

By the way, esta deflação está esquisita, mas se a tendência da inflação reverter será ótimo para todos, pois isto reverterá também a alta dos juros.

Aceito opiniões em contrário. Abraços, FB

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