Prezados, há tempos eu comentava que Educação Financeira deveria se tornar Política de Governo, lembram? Pois é, está virando! Leiam a reportagem abaixo, gentilmente enviada pelo Fred Madureira.

Abraços, FB

Matéria do Valor Econômico, 07/08/2008
Site reunirá idéias sobre educação financeira no país

A educação financeira começa a ser também objeto das políticas públicas brasileiras. Ontem, as entidades que compõe o Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização (Coremec) criaram o site Vida e Dinheiro.

A iniciativa é mais um passo do grupo de trabalho que está desenhando a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), grupo nascido no âmbito do Coremec, entidade que têm representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central (BC), Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Secretaria de Previdência Complementar (SPC).

O objetivo inicial do novo site é abrir um espaço para cadastrar qualquer iniciativa de educação financeira que já exista no país. Além disso, o espaço virtual será usado para divulgar notícias sobre as atividades do grupo que cuida da Enef e de outras iniciativas de educação financeira no país e no mundo. Com esse cadastro – que pode ser feito voluntariamente por qualquer pessoa que tenha um projeto nesses moldes – o grupo de trabalho espera ter mais subsídios para a proposta detalhada de educação financeira no Brasil.

Segundo José Alexandre Cavalcanti Vasco, um dos representantes da CVM no grupo de trabalho, até o fim deste ano será apresentado o desenho final da Enef. Ele explica que a idéia de lançar antes o site e começar a reunir informações sobre todas as iniciativas que já existem foi inspirada numa experiência da Austrália. “Lá, eles fizeram isso e se surpreenderam ao encontrar 700 iniciativas diferentes espalhadas pelo país”, disse Vasco. O grupo de trabalho analisa vários planos educacionais que foram feitos em outros países, como Inglaterra, EUA e Espanha.

No Brasil, segundo o executivo da CVM, além das entidades governamentais, várias instituições do próprio mercado estão colaborando na elaboração do plano. “Além disso, o departamento de proteção ao consumidor e o Ministério da Educação também estão participando”, conclui Vasco.

http://www.vidaedinheiro.gov.br