http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=451653

Olá, o link acima foi escrito pela professora titular da EESP-FGV , Eliana Cardoso, e vale a leitura e reflexão.

Um comentário: uma dia escreverão que, em termos de economia e finanças, vivemos a Era da Volatilidade. Na decada de 90, as grandes crises (quase) globais traziam volatilidade para bonds, ações, cambio e taxa de juros (para conter a fuga de capitais dos países ‘atacados’). E só. Pouca coisa, não?! Quem me conhece pessoalmente sabe da cabeça grisalha antes da hora. Tenho bons motivos para tal…

Pois bem, o momento atual é para se ter saudade daquela volatilidade ‘miúda’. Hoje a coisa é muito mais emocionante e de proporções globais. Exemplos:

  • Volatilidade da Oferta de Crédito: tipologia verde-amarela, cuja tecnologia exportamos para os EUA, com alguma contaminação na Europa e, possivelmente, na China (mas há controversias aqui). O grande mal é que a população acredita que a oferta de crédito veio pra ficar e, de repente, ela some e o juro sobe  – sem falar no aperto para pagar dívidas não roladas.
  • Volatilidade do Comércio Internacional: também conhecido como Volatilidade da Riqueza. Bons tempos aqueles em que o comércio entre nações crescia naquele passo de tartaruga pós-dose de Lexotan. Nos últimos anos, graças a simbiose sino-americana, o mundo passou a negociar muito mais, e agora que começou a reduzir, por conta de ‘n’ fatores, a riquez cai junto.
  • Volatilidade das Balanças de Pagamentos: esta sempre existiu, com presença frequente nos países emergentes. Mas sua amplitude e profundidade aumentaram como nunca: de quase quebrados que estávamos em 2002, passamos a ter superavit na Balança de Transações Correntes recentemente (coisa que a minha geração de quarentões jamais imaginou ver um dia….), e agora, assim, zaz-traz, caminhamos para deficit na Balança Comercial. E ai de nós se o gigantesco fluxo de investimentos de empresas no Brasil cair pra valer, por conta da crise lá fora…

Concluo agradecendo à Cássia d’Aquino, da educaçãofinanceira.com.br (ver ao lado), que me inspirou para este post.

Abraços e juízo…