http://www.rgemonitor.com/roubini-monitor/253363/new_york_times_article_on_nouriel_roubini_as_dr_doom

Acho que não dá para esconder que eu sou fã do polêmico professor da New York University, Nouriel Roubini. Ele sempre foi muito criticado por ser “compulsivamente” negativo sobre as perspectivas da economia americana e mundial: sobre o risco de uma grande depressão. Leiam acima.

Terei eu uma veia depressiva também? Talvez. Mas, assim como virou moda no mundo dos esportes o uso de drogas anabolizantes e estimulantes, visando a obtenção de melhor performance mais rapidamente, a economia americana se viciou em crédito – que se usado em excesso é um anabolizante econômico, para individuos, empresas e países.

Assim como esportistas mediocres se tornam, temporariamente, campeões, economias que deveriam crescer a 2-3% a.a. acabam crescendo a 4-5% a.a. Cidadãos que poderiam trocar de carro a cada 4 anos, o fazem em 2. Ou quem deveria andar de onibus e guardar dinheiro para momentos de crise, compra um carro financiado e fica sem dinheiro para consertá-lo quando quebrar.

E assim como o doping esportivo leva a resultados desastrosos no médio-prazo (punicões esportivas, multas, fim de carreira e diversos tipos de canceres para aqueles que exageram na dose), o excesso de crédito também pode arruinar a vida de individuos, empresas e países.

Lamento informar, mas os EUA foram pegos no exame anti-doping nas Olimpíadas Econômicas. Resultado laboratorial: excesso de esteróides anabolizantes creditícios.

E não me canso de provocar: o quão anabolizada estará a nossa economia, em especial os neo-endividados?

Abraços, Fernando

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