Olá, segue abaixo um post do blog da Miriam Leitão (ver ao lado), que eu repasso direto para vocês.

Em 25 anos de carreira, já acompanhei – e experimentei – várias crises financeiras internacionais, mas nenhuma chegou perto desta. Irresponsabilidade é pouco para qualifica-la. E não adianta só culpar o subprime, pois a farra do crédito nos EUA vai muito além – é no cartão de crédito também! E também não é só nos EUA não, pois a coisa na Europa pegou feio! Notícias que me chegam de Paris dão conta que bancos e investidores europeus também se machucaram muito – incluindo o Natixis, banco que controla a Coface, empresa que trabalho. Deste lado do Equador os problemas são os seguintes

  1. Não há Mercado para títulos (e.g. eurobonds, IPOs, etc.) emitidos por empresas e governos. Com isso, falta funding de longo-prazo para financiar projetos.
  2. Os bancos brasileiros também costumam emitir tais bonds, para repassar recursos através da, e.g., Res. 2770, que se torna funding de longo-prazo (em Reais) para empresas.
  3. Bancos estrangeiros que davam linhas para bancos e empresas brasileiras, em grande volume e baixo custo, acabaram por reduzir e encarecer tais linhas.
  4. “Flight to Quality”, que traduzindo vira “Vôo para Qualidade, é um fenômeno típico de momentos de crises como esta. Significa que os bancos e investidores que estão líquidos só emprestam ou investem naquelas empresas e bancos acima de qualquer suspeita. Em outras palavras, quem precisa pouco fica inundado de ofertas de crédito e quem mais precisa tem pouquíssima oferta.

Ninguém disse que o capitalismo era justo, certo?!

Sério, rolar ou conseguir financiamentos de longo-prazo, com custo aceitável, neste momento está dureza para o empresário médio, padrão. Neste blog, na categoria Melhorando o Seu Crédito, tem várias dicas e estou à disposição para dar outras.

Boa leitura, F.

 

Crise

Bancos americanos com forte baixa

 

O setor financeiro americano continua na berlinda. Agora à tarde, as ações de vários bancos e seguradoras estão despencado: AIG, – 27,68%, atingindo o menor nível desde 1994; Lehman Brothers, – 11,85%, na menor cotação desde 1995; e Merrill Lynch, – 12,09%, no pior valor desde 1996.

Como a Míriam comentou no post abaixo, a semana começou com crise no setor financeiro, com a injeção de US$ 200 bilhões por parte do governo às seguradoras Fannie Mae e Freddie Mac, e tudo indica que terminará da mesma forma.

Sobre a possível venda do Lehman, os jornais americanos estão noticiando que o governo espera por uma solução até domingo, antes da abertura do pregão de segunda-feira. Por hora, parece que injeção de dinheiro por parte do governo americano está descartada.

A questão com relação ao negócio é sobre o preço da venda. Com as ações derretendo, fica mais difícil saber quanto realmente vale cada parte do banco. Desde segunda-feira, as ações caíram 70%.