Entre uma reunião e outra, aproveito para xeretar o mercado e relaxar, dando uma ‘postadinha’…

A coisa lá continua prá lá de nervosa: parece brincadeira, mas parece que há uma fila de bancos de investimentos para serem massacrados e como a mídia não tem espaço para todos, fala-se de um de cada vez. A bola da vez é o Morgan Stanley – o próximo é o Goldman Sachs. Se eles não tiverem problema de fato, será tarde demais, porque estão tão mal falados que agora terão que se fundir com alguém.

No caso do Morgan Stanley a coisa parece-me complicada no âmbito gerencial. O primeiro rumor, dá conta de uma fusão com o Wachovia, que, sabe-se, sofreu bastante nesta crise toda. Sem falar no choque cultural. Tudo muito complicado Agora, choque mesmo será se o segundo rumor vingar: o que diz que será vendido para o China Investment Corp. Isto não seria uma simples questão cultural, mas um verdadeiro choque de civilizações!

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRN1852290320080918

Aqui no Brasil, estranhamente, fala-se muito de liquidez no mercado de crédito, mas não há nenhum motivo para stress. Confirmei hoje em almoço de mercado que, sim, até bancos que nunca tiveram que brigar por funding agora estão pagando “CDI + alguma coisa”. Mas o motivo é o que eu já havia antecipado: com o mercado externo fechado e os balanços dos bancos com grandes volumes de crédito, estes precisam vender CDB até pra Velhinha de Taubaté.

A bolsa está calma, com alguma alta. E o dolar, hein, ganhando valor, já estando a quase R$ 2,0. Os exportadores, que deveriam estar rindo sozinhos, começam a se preocupar com a recessão que já ataca os seus mercados-alvo no exterior, combinado com a perda de valor em USD. Jogo de soma zero.

Fiquemos atentos + abraços, F.