O que um ubber economist e um lead rock singer tem em comum? Até minutos atrás eu achava que era NADA. Até deparar-me com  um blog que juntou as visões de Jeffrey Sachs, festejado economista americano, com Bono Vox, o cantor-ativista irlandês do U2.

No link abaixo o Sachs esculhamba com o Bush, com educação, mas firmeza! Eu traduzirei uma parte que julgo chave no contexto. É quando o post comenta o discurso infeliz que Mr. Bush Jr fez na ONU:

“…Ele mencionou as palavras TERROR 32 vezes, EXTREMISTAS 7 vezes e TIRANIA 4 vezes. Por outro lado, temas como “Objetivos do Milênio”, “Mudança Climática” e “Meio-ambiente” não mereceram uma única referência…”

http://blogs.ft.com/mdg/2008/09/23/president-george-w-bush-and-terror/

Bush e os Republicanos estão espiando os seus pecados, como raramente um grupo político experimentou na história política dos EUA, do Brasil, da Guiné Bissau, ou de qualquer lugar do mundo não-tirânico.

Tudo começou com a sua primeira eleição, após aquele processo maluco na Flórida governada pelo seu irmão Jeb Bush. A vitória se deu no “tapetão”, após uma suspeita recontagem de votos. Em seguida, ele resolveu mostrar ao mundo que os EUA não precisavam dar satisfação a ninguém, até que…aconteceu aquela coisa hedionda que foi o ataque ao World Trade Center.

Dalí pra frente, o que já não era bom ficou pior. Invasão do Iraque, encrenca no Iraque, fracasso no Iraque. E para marcar de vez o seu lamentárvel governo (de 8 anos!), Bush se auto-presenteou com esta mega crise financeira, que irá doer no bolso dos americanos por muitos anos.

Bush sempre cercou-se de gente dura (os chamados falcões): a sua entourage foi formada a partir de braços-direitos do seu pai, Bush Sr, que sempre foi muito mais carismático que o filho, ainda que não fosse santo também. São homens frustrados e vingativos por não terem derrotado Sadam na Guerra do Golfo, assim como não terem re-eleito Bush Pai, que perdeu para Clinton.

No lado econômico nomeu Henri Paulson, ex-top boss do mais importante banco de investimentos dos EUA (e do mundo, claro). Quis a justiça divina que tudo aquilo que Mr. Paulson preconizou e praticou ao longo da sua carreira (bem-sucedida, por sinal), explodisse como uma bomba-relógio no seu colo, tendo sido a bomba armada por ele mesmo. Ver um homem como Paulson, que tem profunda intimidade com o verbo MANDAR, se ver obrigado a conjugar o verbo CEDER, chega a ser cômico se não fosse tão reflexivo.

O mundo dá muitas voltas e ninguém está livre disto.

Deus os ajude, para que sejamos ajudados por tabela!

Fernando