E eu que muitas vezes me acho negativo demais…

Os franceses nunca foram os maiores fã do/de:

  1. Capitalismo financeiro
  2. Bônus elevados por performance
  3. EUA, Wall Street e similares

Agora, com este tremenda crise, estão destilando seu ódio figadal de tudo isso. A impressão que me dá é que proporão a criação de uma grande agência mundial de gestão financeira – uma mistura de ONU, FMI e BIS, mas com algum tipo de poder para evitar transtornos como este. O problema, como sempre, será político. Quem teria poder para invadir o mercado financeiro de qualquer país e restringir ações de crédito, por exemplo?

Acho que irão chiar muito e resolver pouco. Abs, F.

Mundo está “à beira do abismo”, afirma primeiro-ministro francês

sexta-feira, 3 de outubro de 2008 09:26 BRT
 

Por Francois Murphy e Ralph Boulton

PARIS/LONDRES (Reuters) – O primeiro-ministro da França, François Fillon, afirmou nesta sexta-feira que o mundo está “à beira do abismo”, afetado pela crise financeira global que agora ameaça a indústria, o comércio e o trabalho em todo mundo.

As palavras de Fillon ecoaram o crescente senso de preocupação que toma conta das principais capitais européias antes da votação do Congresso dos Estados Unidos, nesta sexta-feira, do pacote de ajuda ao sistema financeiro norte-americano.

A aprovação do pacote ainda não é considerada como certa.

A Câmara dos Deputados norte-americana chocou os mercados mundiais na segunda-feira, ao rejeitar a proposta inicial de socorro apresentada pelo governo Bush.

Fillon disse que apenas uma ação coletiva pode resolver a crise financeira. A França sediará uma reunião, no sábado, com líderes italianos, britânicos e alemães, para discutir a crise.

“O mundo está à beira do abismo por causa de um sistema irresponsável”, disse Fillon.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, também deixou claro nesta sexta-feira que está preocupado com a votação que acontece do outro lado do Atlântico.

“O plano do secretário (do Tesouro dos EUA), Henry Paulson precisa, obviamente, ser aprovado”, disse Trichet à Rádio 1 Europa. “Tem que ser aprovado. É necessário.”