Em mais um dia histórico para mundo das finanças internacionais do nosso Planeta Azul, reporto abaixo uma nota da The Economist. Sem dúvida, foi um pacote agressivo o adotado pelo governo de Gordon Brown e pelo Bank of England (nome oficial do Banco Central do Reino Unido, para ódio mortal de escoceses, galeses e irlandeses).

Um ponto importante da questão britanica é que lá os Grandes Bancos de Varejo perderam muito dinheiro e estão com capital regulatório (o chamado Tier 1) baixo, daí a necessidade de injeção de capital. E eles abordam a questão sem cerimônia: é uma semi-nacionalização dos bancos. Aqui e nos EUA seria um Deus-nos-acuda. Mas nos EUA eles já estão semi-nacionalizados também, pois a “UTI” do FED já injetou mais dinheiro via redesconto do que o Plano Paulson inteiro!

Ainda assim, os mercados não reagiram bem no Reino Unido. Aliás, a volatilidade continuou no mundo todo, com o Dow Jones e o Ibovespa fechando com perdas consideráveis. Antes o mercado caía porque o Plano Paulson não saía, depois foi porque o Plano não era uma “Brastemp”, depois porque os bancos europeus estavão quebrando, agora é por conta da recessão que se avizinha, e a bola de neve não pára de crescer.

Boa leitura deste pacote Made in UK. Abs, F.

 There are three main elements to the government’s package. First, the Treasury has made up to £50 billion ($88 billion) available to banks as injections of state money to raise their “tier-one” capital, the bedrock support for banking business. Eight large lenders—Abbey (owned by Santander, a Spanish bank), Barclays, HBOS, HSBC, Lloyds TSB, Nationwide Building Society, RBS and Standard Chartered—have said that they will together increase their tier-one capital by £25 billion by the end of the year (though HSBC said that it will not tap government funds and instead recapitalise using its own resources). A further £25 billion is available for all institutions, which include British subsidiaries of foreign banks. In return, the Treasury will take interest-paying but non-voting preference shares (or permanent interest-bearing shares for building societies) in the institutions.

Second, the government is doubling the amount of money available to banks through the Bank of England’s “special liquidity scheme”. This facility, which started in April, allows banks to swap illiquid mortgage-backed securities for Treasury bills, which can be readily cashed, for up to three years. Alistair Darling, the chancellor of the exchequer, indicated last month that £100 billion had been made available; now he has raised that amount to £200 billion.

Third, the Treasury will provide guarantees for new short- and medium-term debt issued by banks for periods of up to three years. It expects the take-up of this guarantee to be around £250 billion.

http://www.economist.com/daily/news/displaystory.cfm?story_id=12375332&fsrc=nwl