Prezados – eu sempre achei que blog sem participação é “Meu Querido Diário”. Aqui demorou a embalar, mas tá começando a ficar bom! Obrigado e continuem escrevendo. Eu me esforçarei para responder/comentar o que estiver ao meu alcance.

Abraços, F.

1. Marcelo

  • Varejo: farei um post exclusivo para o tema.
  • Bancos recomprando ações: você tem razão quando diz que liquidez hoje é o “ativo” mais importante. No entanto, bancos e empresas vêm experimentando tremendas desvalorizações no preço de suas ações. Em grande parte, sem muito racional. Os preços vêm caindo “no vazio” porque o investidor internacional cai fora do país e não existe liquidez e coragem internamente para correr o risco de comprar barganhas neste momento. Funciona assim: se um banco (ou empresa, pois o raciocínio é o mesmo) acredita que o preço justo para o seu papel é R$ 100 e o mesmo está cotado a R$ 70, ele faz a seguinte conta: (i) quanto tempo levará para o papel voltar a valer R$ 100; (b) o custo do dinheiro é CDI; (iii) compara o custo do dinheiro ao longo dos X meses e o retorno que obterá por comprar por 70 algo que valerá 100. Obviamente, tem uma aposta, pois se o preço despencar mais, o prejuízo é dobrado.

2.  Pedro De Conti

  • Investimentos de multinacionais: é a velha questão do longo prazo vs a sobrevivência à crise de curto prazo. Note que até a poderosa GE irá tomar linhas emergenciais do FED porque as linhas de crédito bancário não estão disponíveis como ela precisa. Se isso acontece para uma empresa como esta, o que dizer das demais, menos poderosas? Falta caixa nos EUA e na Europa para pagamento de dividendos e isso é uma instituição do capitalismo. Não dá para investir no Brasil, na China ou na Índia quando falta caixa para o capital de giro na matriz. Prazo para retomada? 12 a 18 meses, dependendo da intensidade da crise lá fora. Ser multi americana ajuda ou atrapalha neste momento? Boa pergunta…convivo com muitas empresas européias e não as sinto com apetite para investimento neste momento também. Acho que é neutro. Mas elas voltarão para o Brasil e para o mercado emergente. É questão de tempo.

3. Tarso

  • Valeu a dica do “paralizando”. Deve ter outros erros…espero que a minha Assistente Maria Elisa passe o filtro rapidamente…

4. Alvaro

  • Obrigado pelo apoio de sempre! Você vale 250!

5. Rodrigo

  • Keynesianismo e o futuro do capitalismo: foi legal a troca de figurinhas por email. A contribuição foi muito positiva e como não sou economista não entrarei num debate profundo. Com o circo que Europa e EUA já armaram por conta da crise (e a China por questões ideológicas – e o Brasil do PAC também, mais ou menos), acho que os chamados Gastos do Governo vieram para ficar. A equação do equilíbrio macroeconômico é Y = C (de consumo das famílias) + I (de investimento das empresas) + G (de gastos do governo) + (X – M) (da balança comercial). A meu ver, a recessão brutal que se forma nos países ricos irá deprimir C e I, com (X – M) ficando estável na melhor das hipóteses. Só restaria G para fazer a economia ‘pegar no tranco’. Hoje, porém, os governos já estão gastando e se endividando para resgatar bancos e empresas sem crédito. Sobrará algum para construir estradas e escolas? Difícil também! Mas o ponto do Rodrigo continua válido: governos não são eficientes na alocação de recursos. São propensos a decisões políticas e ficam viciados em orçamentos grandes e centralizados. G em excesso deve ser evitado! Mas aí o amigo Argo dirá: e a iniciativa privada, foi eficiente? Só se foi em quase (?) acabar com o próprio capitalismo. Confesso que estou confuso com o tema.

6. HR Mercantil, Rossi

  • Empréstimo consignado: acho que essa modalidade de crédito é uma das (senão a mais) importantes ferramentas para o crescimento do país nos últimos anos. A garantia é forte para o banco e o custo é decente (para o padrão verde-amarelo) para quem toma. Os bancos de nicho, que foram ágeis e fizeram esse mercado acontecer estão sofrendo com falta de liquidez e tendo que vender suas carteiras. Concentração de mercado? Sim, dentro da “boa ordem” do capitalismo. Bom para o consumidor? Difícil…fica um último comentário: nosso país é carente de educação financeira e creditícia. Os bancos deveriam investir nisso, agregando sustentabilidade para seus clientes a partir do seu próprio negócio.

7. Kadath

  • Recessão com inflação ou deflação: você mesmo pergunta “está muito cedo para prever?”. Acho que sim. Até por que os preços relativos estão completamente descontrolados, e.g. commodities, câmbio, juros, etc. Talvez tenha produto sendo vendido hoje, mas que foi manufaturado com petróleo a USD 120. Ao ser reprecificado no futuro com petróleo a USD 70 e com demanda em baixa, é possível que tenhamos belas reduções de preços. Por outro lado, vai faltar produto até por conta de falta de matéria-prima (e.g. alimentos) e acho que ainda vamos nos queixar da alta das commodities. Agora, deflação mesmo…, Deus nos acuda, porque aí será recessão de arrancar o couro!

8. Helen

  • Bancos expostos a Credit Default Swaps (CDS): tem banco exposto sim, mas acho que são estrangeiros. Os nossos capricharam no tal do “target forward”, que está gerando problema com a Sadia, Aracruz, Votorantim e mais uns 200 que ainda estão na moita…

9. Renato (O Fim da História), Bloguista e Marcelo Pina

  • Mega thanks pelos alertas on-line, real-time de temas da hora! Show!

10. Tarso

  • Jogadores de bolsa e yuppies: olha, até por ter convivido com essa turma, eu posso falar sem medo de errar. Como em qualquer atividade, tem de tudo, gente boa e gente torta. Os tortos são aqueles que acreditam que são mais “a última bolacha do pacote”, só porque têm grana e atuam num mercado que tem (ou tinha) glamour. São aqueles que confundem o “ser” pelo “estar”. Exemplo: eu ESTOU presidente de uma empresa chamada Coface, mas eu SOU um sujeito interessado em dividir o pouco que eu sei com os demais, seja via blog, aulas e palestras. Não duvide, eu curto muito mais este lado SOU. O ESTOU subsidia o SOU. Muita (!) gente gosta de se confundir com o nome da empresa e o cargo que ocupa. Quando cai, o tombo é grande. Tem muita gente que vai perder o chão com essa crise.

11. Camilo

  • Cada vez que aparece trás uma grande contribuição para o grupo.

12. Argo

  • Um dos mais ativos do super blog do J.P.Kupfer passou a freqüentar e opinar por aqui. Uma honra. Por que os bancos emprestam para o governo? Há dois motivos: em situações de calmaria, eles só o fazem quando têm sobra de caixa (porque não conseguiram nada melhor para emprestar); em situações de crise, é porque não querem emprestar mesmo. Neste exato momento, os bancos estão inseguros por conta dos famosos “target forward”, pois ninguém sabe exatamente quem está entubado com esse mico. E entrar agora que o cliente poderá estar agonizando por conta do negócio fechado com outro banco…hum…melhor aplicar no governo e não ganhar nada, do que correr um risco desconhecido.

13. Marcio, da Seagull e Monitor Investimentos

  • Obrigado pelo prestígio de utilizar meus posts no teu site e blog. Valeu!

14. Fred e Raul

  • Amigos de longa data, foram os precursores dos comentários no blog. Agora que tem muita gente, eles pararam. Quando eu devo pra vocês mesmo? Era R$ 10/comentário?🙂

15. J.Alberto Neves

  • Suas preces não foram atendidas…nossos governantes continuam falhando na comunicação. “O BNDES irá ajudar empresas que perderam com derivativos!” – 24 horas depois – “O BNDES não é hospital”. “O Brasil vai crescer 4,5% em 2009…não, é 3,5%…a crise é gravissíma…o Brasil está…”. Socorro!!

16. Luiz F. Gomes

  • Não consegui traduzir os slides…mil perdões…

17. Gustavo, Thiago e Cristiano

  • Muito obrigado pelo apoio, ainda no início da trajetória. Foi uma força pra lá de importante!

E mil perdões + mil obrigados aos que foram aqui omitidos. Obrigado pela força de todos!