E os dois fóruns mundiais chegaram ao fim, deixando um ar de “sei, e daí?” E daí, nada, pois nenhum dos dois deixou prospostas minimamente concreta sobre por onde e como seguir. Na minha visão:

1. Em Davos, governantes e empresários estavam todos atônitos, deixando o palco para que economistas estrelados independentes  (e.g. Roubini, Taleb) pudessem destilar previsões negativas (o que não é difícil) e sugerir  soluções complexas (para quem tiver de implantá-las).

2. Em Belém, acho que a proposta inicial de se pensar na biosfera em geral e na Amazônia em particular, não era o assunto favorito de boa parte dos participantes mais atuantes (i.e. barulhentos) do FSM. E falar da crise ficou um pouco sem sentido, pois o discurso dos pobres ficou vazio quando os ricos (e responsáveis maiores pela crise) estão empobrecidos, sem rumo e com a auto-estima no sub-solo. É chutar cachorro morto…

Isto posto, voltemos à realidade. Aqui na América Latina, só nos resta rezar para que nossos governos sejam pragmáticos e trabalhem no sentido de minimizar os efeitos da crise  – que ainda durará uns 12 a 18 meses. Em outras palavras, é trabalhar mais e discursar menos. Ah, sim, e torcer muito para que Obama et caterva estejam inspirados na proposição e na gestão das medidas que, estas sim, poderão reduzir o impacto da crise em seus países – e por tabela no Brasil e vizinhança.

Abraços e boa semana para todos,

Fernando