Primeiramente, espero que as folias momescas tenham servido para diversão ou relaxamento da melhor espécie.

Agora, que discurso “de campanha” este de Barack Obama, quando ele abriu o ano legislativo do Congresso americano. Eu não gostei. Não que ele deva prometer o que não pode cumprir, ou sei lá o que. Mas o fato é que não gostei! A Miriam Leitão disse que ele foi “Vibrante como na campanha”. Perfeito, mas agora é mostrar como irá fazer…

Leiam e/ou vejam o vídeo – e muito mais – aqui, no blog da Casa Branca. Não, não é brincadeira!

Mas pior mesmo foi a nova dupla econômica Geithner e Bernanke. O governo Obama, que tem estes dois senhores à frente do lado financeiro, chegou à conclusão que não deve estatizar (ou nacionalizar, como eles dizem por lá) – parece que eles vivem em outro planeta, onde os bancos são saudáveis e críveis. Leiam aqui na Bloomberg.

As últimas que chegam de lá é dão a impressão os bancos é que escolherão se querem dinheiro público – como se pudessem escolher ou tivessem credibilidade para decidir qualquer coisa. E dizem também que eventuais investimentos públicos serão feitos via ações preferenciais conversíveis em ordinárias, i.e. o governo não quer mandar nos bancos que quebrarem e que precisem de dinheiro público. Ai que saudades do nosso PROER…

Mais que isso, Bernanke, o todo-poderoso chefe do FED, diz achar que o sistema não está tão mal assim, que a maioria dos bancos tem capital em excesso. Me tira o tubo…

Assistam aqui um breve vídeo com Bernanke.

E aqui outro com o Geithner. (quase 9 minutos)

Quer saber, mais cedo ou mais tarde essa turma vai cair na real e nacionalizar boa parte do sistema financeiro americano (não os 6 mil bancos, mas aqueles que representam 90% dos depósitos e ativos do sistema, que devem ser uns 20, não mais).

Por enquanto, o espírito liberal americano e anti-estatizante está falando mais alto, mas se o crédito não for retomado e a economia continuar deprimida eles tomarão alguma decisão mais drástica.

Abraços,

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