<< Post pré-cooked. O blogueiro está fora de combate. >>

A Embraer voltou à baila esta semana. Depois de demitir 4.o00 funcionários (20% do empregados), o CEO da companhia, o Sr. Curado, foi “ajoelhar no milho” lá em Brasília. Para decepção de muitos, o Presidente Lula & equipe não sairam com nenhuma declaração blasfemando contra a atitude da empresa.

Pois bem, o jornalista e blogueiro J.P.Kupfer, nos brinda com um belo texto sobre  a Embraer no blog dele. E eu resolvi fazer um comentário, adicionando algumas novidades. Aí, eu achei o pacote (Kupfer + FB) tão legal, que resolvi publicar tudo aqui também.

Para quem já o leu o texto do JPK (link acima), leia abaixo os meus pitacos. Abraços, FB

Prezado J.Paulo – parabéns pelo ótimo texto, que ainda ofereceu, de lambuja, uma consultoria gratuíta para o governo…

Alguns comentários desprovidos de ranços ideológicos, mas calcados na realidade nua-crua-e-imediata que nos aflige:

1. Dado o cenário atual e futuro, a Embraer não teria como manter o seu quadro de pessoal. E não é só a questão de se reduzir o lucro, o dividendo e o valor da ação do capitalista que nela investiu (aliás, este capitalista pode ser até você, da mais radical facção de esquerda, pois o seu fundo de pensão talvez tenha ações da Embraer no portfolio). Enfim, como bem disse o Renato (aí em cima), o dirigente empresarial (da Embraer ou de qualquer empresa) tem que decidir sempre pensando na continuidade do negócio, pois o emprego dos demais funcionários também depende disso.

2. A Embraer opera num dos setores mais complicados do mundo. Por dever de ofício eu sei um pouco como funciona o mercado aeronáutico internacional, no qual a empresa se inseriu – com muita ajuda do governo, até hoje! – e não pode brincar em serviço.

3. Durante a Grande Depressão (de 1929 e além), o governo americano pagava para abrirem buracos e depois pagava para tamparem os buracos (assim diz a lenda); nesta crise de 2008 e além, o Primeiro Ministro do Reino Unido está pagando a repintura de todas as dezenas de milhares de escolhas britânicas. Precisava? Não interessa, é pra manter o inglês, o escocês, o galês e o irlandês do norte trabalhando, ocupado e longe do pub (pelo menos durante o dia!). O nosso governo deveria partir para algo do gênero. Um exemplo, na linha do J.Paulo, seria oferecer massivos incentivos fiscais para que as nossas TAM, Gol, Varig, etc., remodelassem suas frotas JÁ, com produtos Embraer, com financiameto do BNDES, etc.

Seria o “Pré-sal dos ares”. Custaria bilhões (seus e meus), mas salvaria os 4 mil empregos, manteria esse povo qualificado feliz, aqui no Brasil, as economias de S.J.dos Campos e Gavião Peixoto não entrariam em depressão, etc.

Mas o pau iria comer em Paris, nas reuniões setoriais da OCDE (ou OECD), que regulam este mercado. Mas, em tempos de “Buy American”, lancemos o “Fly Brazilian”.

Saudações,
Fernando Blanco

E para encerrar a semana o Troféu Bizarrice do Ano vai para o juiz de Campinas que proibiu tais demissões. Não que eu ache que pessoas devam ser demitidas sem bons motivos – eu nunca fiz isso, e como bom empregado que sou, também não quero isso para mim. A Embraer, porém, está cheia de razões para tal. Seguramente, se NÃO fosse uma empresa responsável e bem gerida, já teria cortado esse povo em setembro, quando este blog já deixava claro que o mundo iria desabar – como de fato desabou.

Se nossos juizes decidirem fazer as vezes de gestores de empresas, aí que o país vai pro buraco de vez…

Abs, FB