Confiança é mais que uma palavra bonita, mas um sentimento tão importante quanto nobre.

  1. A confiança na nossa cara-metade, tão importante para nos dar apoio nos momentos de inquietação e dificuldades.
  2. A confianaça que fizemos a lição de casa na nossa empresa, que estaremos preparados para enfrentar a crise com competência.
  3. A confiança que o mercado vai virar a nosso favor e investir.
  4. A confiança no nosso talento pessoal, que mantém a nossa empregabilidade alta.
  5. A confiança que iremos escolher melhor nossos próximos candidatos, e que estes serão melhores do que os últimos que elegemos.
  6. A confiança que há algo/alguém lá em cima, que  nos dará suporte para atravessar os ‘acidentes geográficos’ da nossa existência.
  7. Em direção oposta, nos enobrece e enche de responsabilidade o fato de outros confiarem na nossa liderança, para apoiá-los a superar suas próprias dificuldades.

Mas confiar é muito diferente de torcer! A confiança é conquistada através do trabalho, da convivência, do exercício, da repetição, do desgaste, da provação, do exemplo, enfim, do suor. A torcida é alegórica, festiva, passional, parcial, passageira, pouco fundamentada.

E como no pêndulo que rege nossa existência, o extremo positivo da confiança pode se transformar na decepção suprema da traição da expectativa gerada. Isto dói e poderá destruir sonhos e vidas. E negócios.

Já a fútil torcida, bem, se do nada veio, para o nada deveria voltar. Mas não é bem assim… Lamentavelmente, muitos são aqueles que depositam seus recursos e alicerçam suas decisões baseados na fala fácil da torcida. Correm o risco de entrarem no jogo duro do risco sem a devida preparação e, como consequência, tendem a se esborrachar.

Confiança, Crise, Crédito – estes 3 C’s dominam as manchetes e nossas preocupações. Técnicamente, esta é uma crise de CRÉDITO. Filosóficamente, é uma crise CONFIANÇA. Sim e é um CRISE diferente e mais grave que todas as demais que já vivemos.

Negar estes fatos é TORCER.

Por outro lado, não se render ao pessimismo (destrutivo), trabalhar duro e estruturar-se para enfrentar as dificuldades nos dá CONFIANÇA para superar a crise e sair menor fragilizados/machucados do que nossos concorrentes.

Em termos bastante práticos, se você precisa de crédito, só o conseguirá em condições minimamente decentes, se transmitir CONFIANÇA para o seu financiador. E para tal, são fundamentais  transpiração, transparência e relacionamento/histórico são fundamentais – lamento, mas está cada mais difícil levantar crédito com parceiro novo.

Pode parecer um post filosófico, mas acho que a crise de confiança só se agrava por aí – no Brasil inclusive -, apesar dos pacotes governamentais, discursos, trilhões atirados na fogueira econômica, dos discursos poucos verdadeiros de muitos institutos e associações, e até parte da mídia. Não torça! Trabalhe e realize todo o seu potencial – é nisso que você tem que confiar.

Abraços, F.