Pois é, o que alertamos aqui há alguns dias se confirmou: os Ministros da Economia dos 20 países mais importantes do mundo, que se reuniram na Inglaterra, não se entenderam. Ou melhor, discordaram da posição dos EUA, que pregava que todos os países deveriam se unir em torno de um grande programa global de estímulo fiscal.

O fato é que todos estes países, com maior ou menor profundidade, já fizeram algum esforço fiscal, só que agora um bloco europeu, liderado por França e Alemanha, resolveu bater pé que a prioridade deve ser a reorganização do sistema financeiro global.

Meu Deus! É óbvio que isto deve ser feito, mas se os governos não gerarem empregos com urgência, os consumidores não irão comprar (por medo de perder emprego) e os empresários não irão investir (porque não há quem compre). Consequentemente, o comércio internacional será um fiasco, fechando com recessão a equação da demanda agregada.

Desta forma, por mais saudáveis e regulados que estejam os bancos do mundo todo, nenhum deles vai querer emprestar para ninguém, pois o sistema produtivo estará em frangalhos!

Na verdade, é tudo jogo de cena e política: não querem é dar palco para os EUA ditarem as regras. Afinal, se os americanos quebraram o mundo, quem são eles “para nos dizerem o que temos de fazer?”. Tipo, eles que consertem as mazelas que fizeram; eles que imprimam todos os dólares e produzam consumo de novo; eles que consertem seus bancos e voltem a emprestar.

E por aí vai! Pra onde? Para a depressão, oras!

Abraços e boa semana! F.

Anúncios