Buemba, buemba!! (copyright: J.Simão)

O Dr. Doom Nouriel Roubini manifestou seu apoio ao Plano de “parceria-público-privada” (com um leve viés pró-mercado). Só se falar nisso lá fora, afinal, ele nunca concorda com nada! Leiam aqui.

Bem, há tempos que eu venho dizendo que o Roubini ficou meio “chapa-branca”, pois ele é Democrata de carteirinha. Se Bush & Paulson lançassem planos sem pé nem cabeça como Obama & Geithner fizeram até agora, ele teria descido o cacete na dupla Republicana. Anyway, ninguém é perfeito… Já Paul Krugman continua isento e batendo duro.

Mas saibam que ele faz uma crítica ao plano, da qual estou 100% de acordo: é um absurdo dar aos bancos a opção de venderem ou não seus papéis podres – deveria obrigatório. Eu escrevi brevemente sobre isso no post abaixo. Elaborando melhor, temos:

1. Os bancos tenderão a vender apenas parte do seu “lixo tóxico” (ou “toxic waste”, como diz P.Krugman), pois preferirão sentir o apetite do mercado, saber quanto estão dispostos a  pagar, etc.

2. Desta forma, os bancos continuarão com sujeira no balanço – mais ou menos, depende, mas quem saberá? O mercado continuará na dúvida sobre a qualidade dos ativos dos bancos. Isto me parece óbvio. E isto manterá o crédito travado numa grande extensão.

3. E o que eu ainda não vi ninguém falar, escrever ou psicografar: uma vez que os ativos podres saiam dos balanços dos bancos, via leilão, com preços fortemente depreciados, estes bancos terão de lançar fortes perdas contra o seu capital. Isto reduzirá a capacidade de emprestar (pelas regras da Basiléia ou do FED). Será que há dinheiro do TARP para compensar tanta destruição de capital?

Tanto faz, é nacionalização de qualquer jeito…à la AIG.

Dúvidas que pairam no ar, entre muitas outras…

Abraços, FB