Este artigo da Business Week está muito bom e eu recomendo a leitura.

Primeiro o autor, Matthew Goldstein, comenta que o Obama foi muito “soft” com os banqueiros na Casa Branca, comparativamente ao que foi com as montadoras.

Depois ele argumenta que o governo do EUA (e por tabela do resto do mundo?) não deveria permitir que nenhum banco ser “grande demais para quebrar” (“too big to fail”). Afinal, 96% dos derivativos estavam nas mãos de apenas 5 bancos.

A solução, segundo ele, seria o restabelecimento de uma legislação semelhante ao famoso Glass-Steagall Act, que separava as funções de banco comercial (depósitos e empréstimos) das de banco de investimento (“mandrakarias” em geral”). Quanto esta lei foi alterada, nos anos 90, bancos como Citibank puderam cumprir os dois papéis, correndo riscos que jamais teriam corrido em outros tempos.

Se, de fato, um novo Glass-Steagall Act for criado nos EUA (e no mundo), o processo de inovação financeira terá dado um passo para trás. Mas é isso mesmo que os governantes querem. E é isso que o mundo precisa.

Em tempo, aqui no Brasil os bancos múltiplos podem cumprir os dois papéis – comercial e investimentos -, só que o mercado local é muito limitado e regulado, o que torna muito difícil que geremos uma crise Made in Brasil, por conta de excesso de liberalidade.

Abraços, F.