Graças a Brad Setser e seu super blog, eu descobri  este discurso de Geithner quando ele ainda era um jovem (e importante) CEO do FED de N.York.

Resumo e comento:

  1. Ele tinha uma visão muita clara do desbalanceamento da economia global, em que os EUA se endividavam contra o mundo, consumindo mais do que devia, sendo que China e Índia estavam na ponta oposta, i.e. produziam, exportavam, poupavam e investiam suas reservas nos EUA.
  2. Se por um lado Geithner alertava, já em 2005, para o endividamento das familias americanas, ele não percebeu a bolha imobiliária – e os maus créditos concedidos por conta do preço ‘inflado’ dos imóveis.
  3. Quando comentou (em 2005) sobre as instituições financeiras americanas, errou fundamentalmente. Sua crença nestas instituições não levou em consideração o frágil arcabouço legal e regulatório americano.

No post de onde tirei o link acima, Setser explica que trabalhou sob a liderança de Geithner no FMI e no Tesouro americano (quando Geithner era apenas um funcionário graduado – e não o Secretário [Ministro] como é hoje). Detalhe: Nouriel Roubini também trabalhou sob as ordens de Geithner no Tesouro, junto com Setser, durante o governo de Bill Clinton. Acho que é por isso que Roubini vendo sendo mais, digamos, suave em seus comentários sobre as ações e propostas do atual governo, para tirar a América da crise.

Me deu maior conforto saber como ele pensava 4 anos atrás. Como era lúcido, mesmo em tempos de ‘vacas bem gordas’. Geithner sabe das coisas. O seu plano, pelo qual rezo para que dê certo, tentará tirar o mercado do buraco utilizando-se de instrumentos…de mercado (com subsídio do Estado). Temo que não irá funcionar. Mas estatizar o mercado financeiro não é algo que ele saiba fazer – mas quem saberia?…O Chavez, talvez…

Abraços, FB