Antigamente, quando eu era trainee de banco (e os bichos falavam), para se descobrir, por exemplo, a oferta e a demanda de papel e celulose, só indo na associação brasileira desta indústria. Aí,  um bom trainee como eu tiraria ‘xerox’ do relatório anual da associação e, já de volta ao banco, concluiria algo inteligente que pudesse ajudar na decisão de crédito da instituição.

Hoje vivemos celebramos o oposto, pois há tanta informação de tanta coisa, saindo tudo ao mesmo tempo, que é impossível acompanhá-las corretamente, salvo se o sujeito só fizer isso na vida. São segmentos variados do mesmo setor, prazos de coleta diferentes, metodolodias de análise diferentes, um instituto querendo ‘furar’ o outro e por aí vai.

A Miriam Leitão escreveu um post legal hoje, que dá uma visão sobre os últimos números do varejo – e isto é importante: clique aqui e saiba mais.

Crédito – hoje os jornais publicaram que a inadimplência caiu, segundo números da Serasa/Experian. Eu confio muito nesse pessoal, mas não é o que sinto e ouço. A ver. Os bancos continuam sem apetite de crédito justamente por que a inadimplência na PF e na PJ pequena está altíssima.

Já o desemprego parece estar domado. E isso é fundamental para que as expectativas se estabilizem e, aos poucos, o otimismo seja retomado.

Ministro Mantega – ele que achava tanto que cresceríamos 4% este ano resolveu jogar a toalha de vez: “Cresceremos entre 0% e 2%”. Eu acho que está mais para – 0,5% e + 5%. Já o taxista de ontem acha que…

Abraços e bom fim de semana, F.