Eu gosto muito do Barack Obama. Eu teria votado nele; eu teria feito campanha pra ele – ele é “O Cara”. Pois agora ele veio e disse na cara de todo mundo, o que ninguém tem peito de admitir:

“Não contem com o consumo dos americanos, para que a economia internacional se reaqueça. Isto levará muito tempo”.

Simples, óbvio e genial. Foi um recado à la Henrique Meirelles, que não entende o porquê de tanto otimismo – eu também não entendo!

Lá fora, não há crédito disponível (porque os bancos estão descapitalizados) e o consumidor já está endividado demais; sem falar no risco de perder o emprego a qualquer momento (são meio milhão jogados na rua todo mês). Então, vão consumir o quê, Cara Pálida?!

É o que me disse em janeiro, pessoalmente, Mr. Keneth Rogoff, de Harvard: os EUA crescerão entre 1% e 2% ao ano, nos próximos 10 anos, i.e. a locomotiva do mundo andará em marcha lenta, sugerindo que o mundo não crescerá muito mais rápido do que isso também. E já sabemos que China, Índia, Brasil et caterva não tem como substituir o mundo (ex) risco à altura.

E o Brasil? Bem, o competente Presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ontem, num tom pra lá de otimista, que nosso país crescerá entre 4% e 5% a partir de 2010. Voltarei ao tema.

Hare baba! Abs, F.