Indo direto ao ponto:

1. Meia-crise de confiança:

Estava tudo perfeito por aqui – ou quase. O crédito no país crescia aceleradamente, mas os bancos sabiam que a corda estava ficando esticada e que PFs e PJs com qualidade inferior de risco estavam mais endividadas do que o ideal. Era uma questão de tempo para que o crédito se desacelerasse no Brasil – eu cansei de advogar esta tese. Mas não deu tempo e a crise internacional deflagrou o processo.

Como os bancos perderam uma boa lasca do seu funding externo – e, portanto, tiveram que reduzir seus empréstimos – sabiam que um número imenso de empresas teriam problemas de refinanciamento. Foi a deixa para começarem a cortar linhas “no atacado”. Este processo só fez com que a já deteriorada situação de crédito das empresas se piorasse ainda mais. É mais ou menos assim: “Deixa eu cortar a minha linha de crédito, antes que os outros o façam e o meu banco fique com o pepino na mão!”.

2. Meia-crise de Crédito: o processo acima desorganizou o sistema de crédito no país, gerando de fato um aumento  generalizado na inadimplência. Este só não está mais evidenciado nas páginas de jornal, porque os bancos rolam as dívidas não pagas dos seus bons clientes. Fazem isso porque não é boa prática bancária “mandar todo mundo pro pau”, como se diz no jargão, porque o sistema quebraria – de qualquer país.

Isto então retroalimenta a posição conservadora descrita no item ‘1’ acima,  gerando uma “profecia autorealizável”. A percepção negativa gerou uma pequena crise de crédito.

3. Brasil vs. EUA:

A diferença é abissal! Os bancos americanos enfrentam sérios problemas de solvência, i.e. seus ativos são de má qualidade e os bancos precisarão ser recapitalizados para poder voltar a operar. Em outras palavras, estão ilíquidos (estão vivos às custas do FED) e insolventes.

Os nossos, não! Os bancos pequenos andavam com problemas de liquidez, mas ao que tudo sempre indicou tinham bons ativos. Na hora do pânico, muita gente sacou seus CDB’s destes bancos, o que os fez mergulhar nas linhas de redesconto do BC, que editou várias medidas forçando os bancões a comprar as carteiras de crédito dos bancos com problemas.

Confesso que não entendi as motivações do BC neste episódio. Fizeram uma complicação danada. Era mais fácil: (a) dar liquidez direta, via redesconto ou (b) “deixar quebrar”, i.e. lançar um PROER repaginado fazendo com que os bancões comprassem os bancos menores. Seguramente teve questões políticas de alto calibre – e talvez até ideológicas – naquele processo.

E os nosso bancões, diferentemente dos americanos, anteciparam-se ao pior e iniciaram um frenético processo de consolidação, vide Santander/Real, BB/Nossa Caixa/Votorantim, Itaú/Unibanco. Serão potencias em qualquer escala, o que é bom para a solidez do sistema, mas não tão bom por conta do gigantismo e concentração do sistema em poucas organizações.

Este processo de concentração bancário torna mais difícil a vida do tomador de crédito e mais importante a supervisão da parte do BC. Notem que, quanto maior o banco maior o estrago que uma eventual quebra (ou uma simples deterioração) deste banco pode causar para a economia nacional.

4. O Futuro para o Brasil:

Quando houver maior clareza sobre o destino da economia real, nosso país estará “mais bem preparado” (como diria o nosso ex-boxeador Adilson “Maguila” Rodrigues). Bancos sólidos decidem crédito melhor do que bancos deteriorados, como é o caso de americanos e britânicos.

Daí a dizer que a nossa velocidade de aceleração será fantástica é outra história. Teremos menos funding do que antes e isto deveria ser suficiente para que todos repensem suas ambições. Sairemos na frente e mais rapidamente do que outros países, porém, bem mais lentamente do que aceleramos no passado.

Aguardo os seus comentários sobre esta minha visão de “Banking in Brazil”.

Abraços, F.

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Amigos – os jornais, o rádio, a TV e a internet vêm falando sobre o G-20 ad nauseum. Ontem, eu mesmo postei duas vezes sobre o tema. Vamos agora ao que interessa de fato:

  1. Não espere qualquer mudança no panorama econômico, brasileiro ou mundial, por conta do G-20 de ontem, ou das reuniões que farão em março (Ministros) e abril (Chefes de Estado).
  2. O G-20, do jeito que está estruturado, é um fórum político que lança grandes idéias para debate.
  3. Sua visão irá virar algo de concreto lá para 2010. E suas decisões serão voltadas para controle do Capitalismo Financeiro e não para acelerar a economia que é o drama do momento.

Escrevo isto por desencargo de consciência. Não quero que ninguém pense coisa errada – ou exagerada – sobre o tema. E eu li em algum lugar que o Presidente Lula teria dito, em tom de comemoração, que o G-20 seria um “clube de amigos”. É, será mais ou menos isso mesmo. Cada uma…

O atual estado da crise no Brasil: a retroalimentação.

  1. Os bancos sabem que não terão linhas de crédito para atender a demanda.
  2. Os bancos sabem que a economia vai desacelerar fortemente por conta disso.
  3. Os bancos cortam ainda mais as linhas daqueles segmentos mais afetados.

Como reverter o quadro sombrio

  1. O governo agir como fez com os setores da construção, varejo e automotivo
  2. O governo escolher dez cadeias produtivas industriais e injetar recursos diretamente
  3. Quando estas “pegarem no tranco”, os bancos irão se animar e os negócios retomarão

As boas reportagens abaixo do Estadão de hoje, – uma assinada pelo Leandro Modé, outra assinada por Daniele Carvalho e Alberto Komatsu – mostram bem o cenário que nos espera. Péssimo.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081116/not_imp278426,0.php

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081116/not_imp278425,0.php

O “ativismo governamental” será fundamental para que a economia não contraia uma profunda anemia. Só que não deverá esperar que o setor em tela entre em coma de iliquidez. Tem que agir antes, antecipar-se para não alimentar rumores e tensões.

O governo precisa entender que o crédito não voltará a ser o que era antes – nem de perto! Passada a crise aguda da falta de funding nos próprios bancos, estes vêm se tornando cada vez mais conservadores por conta da recessão que se apresenta. E não interessa saber e dizer que são os próprios bancos que estão, numa grande extensão, retroalimentando este cenário. Tem que agir.

Abraços,

Fernando

Este post se baseia integralmente no jornal francês Les Echos (equivalente aos nossos Valor Econômico e Gazeta Mercantil).

Primeira revelação: enquanto aqui no Brasil o nosso Banco Central utiliza a famosa (para os ‘iniciados’) pesquisa Focus para balizar a visão dos bancos sobre os mercados, na França o Banque de France tem uma pesquisa equivalente voltada à identificação das perspectivas para o crédito no país.

Parece bobagem, mas bem demonstra o viés pró-“mercados” que temos no Brasil. Enquanto isso, o crédito fica ao Deus dará. Como vivo escrevendo e falando, no Brasil todos querem “ficar ricos rapidamente”, daí o sucesso que temas como bolsa e dólar fazem. O crédito, ou melhor, a sua ausência, mata empresas. E mesmo sabedores desse terrível flagelo pessoas, empresários, lideranças empresariais, políticas e governamentais tratam o assunto com incrível amadorismo.

Desabafos à parte, as conclusões fresquíssimas da pesquisa francesa são:

“No terceiro trimestre, mais de 75% dos bancos endureceram seus critérios de atribuição de crédito para as empresas (“um pouco” para 44% dos bancos e “muito” para 33% destes). Esse endurecimento, mais marcante que a última previsão realizada em julho, se intensificou para as pequenas e médias empresas vis-a-vis as grandes. Para o último trimestre, mais de 75% dos bancos têm a intenção de endurecer ainda mais seus critérios de concessão de crédito.”

Interessante notar que a pesquisa destaca que a demanda por crédito vem caindo, mas principalmente por parte das grandes empresas. Conclusão: grandes projetos sendo adiados. Já as pequenas e médias empresas, que vivem do capital de giro do dia-a-dia, continuam demandando…e sendo mal atendidas.

Não precisa ser um PhD em banking para dizer que a situação é idêntica no Brasil. Quem menos precisa, i.e. as grandes, têm mais oferta; já as que mais precisam, i.e. as PME’s têm menos oferta.

A pesquisa/estudo pode ser acessada pelo link abaixo:

Um outro artigo do mesmo jornal Les Echos (link abaixo) traz uma ótima avaliação sobre como o Brasil está preparado para enfrentar a crise. Eu sou citado no final do artigo, dizendo estar “preocupado” com a dificuldade com o refinanciamento das dívidas. Nada de novo…

http://www.lesechos.fr/info/analyses/4795005-le-bresil-fait-de-la-resistance-face-a-la-crise.htm

Cordialement, au revoir,

Fernando Blanco

“Os bancos irão emprestar ou entesourar os recursos do Tesouro?” – será uma frase de efeito para a mídia, vinda do Ministro Mantega… ou terá mais o estilo do Paulo Skaf, da FIESP…?

Que nada! Essa é a manchete desta matéria da Business Week!!!! E é sobre o crédito nos EUA!!

http://www.businessweek.com/magazine/content/08_45/b4107026056954.htm

No entanto, a coisa ficou preta mesmo é na França. Eu já disse antes que francês não gosta do “financismo” que tomou conta do capitalismo global. Mas eu não fazia idéia que o Presidente Sarkozy estava tão furioso com o sistema financeiro do seu país.

Olhem a manchete de hoje do importante jornal francês Le Monde: “Os bancos franceses sob a ameaça de uma nacionalização parcial”.

http://www.lemonde.fr/economie/article/2008/10/31/les-banques-francaises-sous-la-menace-d-une-nationalisation-partielle_1113161_3234.html#ens_id=1099210

A matéria acima (em francês) traz os seguintes comentários do Presidente Sarkozy, todos fortíssimos:

  1. Eu chamo os bancos às suas responsabilidades. Por conta das condições muito excepcionais que estamos atravessando, as empresas, especialmente as menores, mais do que nunca precisam de previsibilidade e estabilidade nas suas finanças bancárias. Eu vos demando, portanto que, salvo exceções incontestáveis, não renegociem os termos e condições dos negócios atuais”.
  2. Sarkozy criou uma função pública chamada Mediador de Crédito e, sem qualquer cerimônia, sugeriu que este vá à mídia e que diga na televisão “…os exemplos de restrições inaceitáveis de crédito em cada região da França. Todos compararão aqueles [bancos] que fazem o seu trabalho e aqueles que não o fazem”.

Já um assessor muito próximo de Nicolas Sarkozy teria declarado ao jornal: “O Presidente foi muito claro: se os bancos não jogarem o jogo, ele utilizará a bomba atômica”.

O meu mantra é o seguinte:

  1. A crise global de crédito começou porque os bancos americanos perderam muito dinheiro por conta de créditos de péssima qualidade, ficando insolventes. 
  2. A falta de liquidez do sistema, portanto, lançou o mundo às portas da recessão.
  3. Em seguida, a liquidez dos bancos foi parcialmente restaurada por conta das linhas de redesconto e de liquidez dos BC’s e da capitalização realizada pelos Tesouros nacionais.
  4. Mas aí os bancos reduziram seu apetite de crédito e aumentaram seus spreads porque: (a) Haviam perdido confiança decisorial (por conta de suas próprias perdas de crédito) (b) Perderam a confiança na solidez da economia real.

É o que chamo de processo de RETROALIMENTAÇÃO DA CRISE DE CONFIANÇA.

No Brasil, lamentavelmente, também encontramos uma situação de parcial restrição ao crédito, ainda que com tipologia diferente. A conjuntura econômica (interna) e a estrutura do sistema financeiro aqui são incomparavelmente melhores do que nos EUA e Europa e não deveríamos estar passando por isso. Nosso país não convive com nenhuma “bolha” sistemicamente séria (como nos EUA), nem nossas famílias e empresas decidiram “fechar para balanço” e ‘produzir’ uma recessão como fizeram na Europa ocidental.

No Brasil a complicação começou com a restrição das linhas externas (20% do funding total, segundo alguns), mas essa situação evoluiu rapidamente para a aversão ao risco e aumento do custo de crédito, por conta das seguintes incertezas (na ótica dos bancos):

  • Capacidade de refinanciamento de dívidas das empresas e famílias.
  • Viabilidade de exportadores por conta do novo patamar do câmbio.
  • Eventuais ‘esqueletos’ nos balanços das empresas gerados pelas operações com derivativos.

O governo brasileiro vem tomando decisões de apoio ao sistema quase que diariamente, mas estarão elas sendo suficientes? Nos EUA, o FED passou a financiar empresas diariamente. Sarkozy faz ameaças explícitas, em público, de nacionalizar o sistema financeiro. Se a irrigação do crédito não evoluir a contento, podemos contar com uma das duas opções:

  1. Uma brutal desaceleração, com efeito equivalente a uma bela recessão.
  2. Uma ação governamental forte – não me arrisco, porém, a especular sobre o perfil desta…

Comentários, críticas e sugestões são muito bem-vindos.

Abraços,

Fernando

Não, eu não estou falando da bolsa cair mais 7% e o dólar subir outros 5%. Isso é volatilidade normal (com viés notoriamente pessimista) que não deveria surpreender mais ninguém nessa altura do campeonato. E agora os mercados cairão por conta da perspectiva clara de recessão forte e não mais por conta do medo da crise sistêmica.

Estou falando é de crédito, que está secando barbaramente. Falta crédito em dólar, falta para empresa PME, falta para banco de porte médio pra baixo. Alguns pontos:

1. O Banco Central mexeu no compulsório dos bancos (com potencial para liberar R$ 23,5 bilhões). Só que essa mudança teve um claro viés de apoio para os bancos menores. A liberalidade é restrita aos bancões que comprarem créditos dos bancos menores, i.e. estes precisam de liquidez urgentemente. Eles até tem bons ativos, mas devem estar sem funding, pois houve um “flight to quality” do lado dos depositantes. Em outras palavras, são bancos solventes, mas ilíquidos – e olha que fizeram IPO’s no ano passado. Mas aí faltou o famoso Asset – Liability Management (“ALM”)…

2. Se fizessem uma escala de importância entre os executivos – públicos e privados – do mercado de trade finance do Brasil, eu diria que ontem eu conversei longamente com o número 1 e com o número 2. O que ouvi foi uma calamidade. Os bancos internacionais, que já tinham estendido linhas de crédito para ACC, ACE, financiamento de importação, pré-pagamento, etc., estão cobrando TODAS essas linhas no vencimento. Isto é, não há rolagem possível. São USD 5 bilhões por mês. Não é a toa que o Presidente Lula acordou e parou de falar pérolas do tipo “o problema é do Bush”, “o Bush, resolve os seus problemas aí, meu filho”, lembram-se?

3. A maioria dos bancos, como não tem dinheiro para atender toda a demanda, começam a hierarquizar a liberação de empréstimos, i.e. quem pode mais, chora menos. Chegou a hora de cada empresa mostrar sua competência na desprezada disciplina Relacionamento Bancário, que eu tanto preguei aqui neste blog (antes da crise roubar-lhe espaço…).

Começo a temer seriamente pelo Natal deste ano – a despeito de Lula ter urgido seus ministros a “garantirem crédito para o Natal” – e do crescimento do PIB de 3% para 2009.

É PERFEITAMENTE POSSÍVEL TERMOS UMA DEPRESSÃO MUNDIAL E UMA RECESSÃO NO BRASIL. A CRISE DE CRÉDITO ESTÁ MUITO SÉRIA E O MUNDO APRENDEU A CRESCER COM CRÉDITO FÁCIL E BARATO. E ISSO VIROU FICÇÃO!

Até + tarde, F.

Pois é, amigos, ontem o dia foi calmo, ou melhor, as cotações das ações subiram porque – miraculosamente – os mercados passaram a achar que o mundo não ia mais acabar…

Aqui no Brasil, todo mundo começou a achar que “a crise poderá atingir o Brasil”. Como assim? Não tem que achar nada, ela já nos atingiu e pronto! E logo no crédito! O que mais que querem, quebradeira de banco? Isso não acontecerá, mas haverá quebradeira de PJ e PF, o que é suficientemente ruim! Exemplos:

  1. As linhas para financiamento de exportação estão secando (de curto, médio ou longo prazos).
  2. Não há linhas externas ou mercado de títulos para bancar projetos de expansão empresarial e de infraestrutura.
  3. Até o capital de giro empresarial em reais, de curto-prazo, encareceu. Dizem que o spread dobrou!
  4. E dizem também que bancos de pequeno porte estão sofrendo com o famoso “flight to quality” (i.e. os depositantes estão preferindo investir naqueles “acima de qualquer suspeita”).

Que mais estão querendo? No macro o Brasil vai bem, mas nós vivemos no micro – e o micro deteriora-se rapidamente.

Outras nota de interesse:

  • O americano médio, aparentemente, não entendeu o que se passa em seu país. Paul Krugman comenta que os americanos trocaram o financiamento via segunda hipoteca pelo cartão de crédito, que está aumentando! É mole ou quer mais?!

http://krugman.blogs.nytimes.com/2008/09/30/death-by-plastic/

  • Existe uma turma que está frontalmente contrária ao plano Paulson, que pretende comprar papéis podres dos bancos para em seguida criar um mercado secundário desses títulos. Esta é uma solução bem ao estilo de um investment banker, como Mr. Paulson – minha opinião: será uma confusão sem limites; difícil de precificar. Paul Krugman preconiza outra saída: que o Tesouro (ou outra agência a ser criada) capitalize esses bancos (diluindo o valor dos atuais acionistas). Seria muito mais limpo, transparente. Esta é a solução que os europeus estão utilizando para o seu crescente problema: banco quebrou; o governo estatiza, arruma a casa e depois o vende.
  • Detalhe cômico se não fosse trágico: quebrou o primeiro banco da Islândia. Krugman calculou a “ajuda financeira/per capita” e concluiu que proporcionalmente à população dos dois países, o Plano Iceland seria equivalente a USD 850 bi contra os USD 700 bi do Plano Paulson.

Cinicamente, eu comento: eu estou tão certo que esses USD 700 bi não irão ajudar muito.

Boa noite, F.

Até aqui? Esta iniciativa do Banco Central me pegou de surpresa. Precisava? Analisemos.

A mídia repercutiu como sendo uma ação de apoio aos bancos pequenos, que são os que mais sofrem quando a liquidez aperta. Porém, parte desta liberação se dará a partir do compulsório de operações de leasing, e não me consta que estes bancos tenham tanto dinheiro retido neste tipo de compulsório.

Por outro lado, os bancões comerciais (de varejo) têm enormes operações de crédito compromissadas com seus grandes clientes, que estão investindo em aumento de capacidade, aquisição de concorrentes e modernização do parque industrial. E tem muito dinheiro retido no compulsório do leasing, para ser liberado.

E teve bancão de 1a linha pagando até 105% do CDI para tomar o seu e o meu dinheiro no CDB. Inacreditável. Se a cartomante me contasse que isto iria acontecer no Brasil, eu sugeriria que ela mudasse de profissão.

Bom, se tem banco com problema poucos sabem – é assunto tratado com muito sigilo e é assim que deve ser mesmo, do contrário pode haver uma corrida aos depósitos.

Abaixo segue o link de um ótimo artigo escrito pelo competente jornalista J.P.Kupfer, que tem um blog que bomba em termos de comentários (enquanto que aqui a turma é mais tímida, ou será que eu é que não dou abertura?) – eu mesmo vivo comentando no blog dele.

Boa leitura + abraços, Fernando

http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/2008/09/24/melhor-prevenir-do-que-remediar/