Eh so o comeco, i.e. Obama vai ao Congresso pedir autorizacao para regular os derivativos exoticos que ajudaram a quebrar a America. Mas eh um comeco na direcao correta. Os liberais nao gostarao, alegando que o mercado se regula melhor que o governo, ou que isto brecara a inovacao financeira. Vejam a materia do The Times.

No passado, eu escrevi este post em que digo que, muitas vezes, “obras de Deus sao operadas pelo Diabo”. E os derivativos exoticos estao nesta categoria. E ate Warren Buffet os chamou de “armas de destruicao em massa”.

Precisa mais? Abs, FB

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Passou pouco notado um tremendo feito de Tim Geithner, Secretário do Tesouro dos EUA, ontem no Congresso americano: ele deu início a uma cruzada por mais regulamentação dos mercados financeiros.

Foi só o primeiro passo, mas o sofrimento dele será grande e longo. Primeiro, porque terá de enfrentar um lobby fortíssimo da indústria e, segundo, porque os Republicanos não lhe darão vida fácil – mesmo para aprovar o óbvio e necessário.

Destaques para o projeto de Geithner:

  • Poder para impor capitalização de bancos que corram riscos além do aceitável pelo governo.
  • Poder para regular certos fundos, e.g. Private Equity, Hedge Funds, etc.
  • Poder para regular instituições quase-bancos, e.g. GE Capital, AIG, etc.
  • Impor restrições aos mercados derivativos ‘de balcão’, tais como a obrigação de registros em bolsa.

Abre-se, portanto, uma terceira frente de batalha na guerra hercúlea que Obama & Geithner vêm enfrentando. Primeiro foi o pacote fiscal para acelerar a economia, depois foi o plano de resgate do sistema financeiro e, agora, começa a luta para evitar que esta hecatombe financeira volte a ocorrer.

Aqui a matéria doThe Times, com link para o texto original de Geithner.

E aqui a da Business Week, que fala que será uma “guerra”!

Abraços, F.

PS: os Europeus já deixaram claro que não há acordo com os EUA, enquanto estes não ‘arrumarem a casa’ no quesito regulamentação bancária. Só que não adianta os EUA fecharem o cassino se Europa e Ásia não fizerem o mesmo. Isto é uma tarefa para o G-20 liderar, semana próxima, em Londres.

Este post é inspirado por um comentário recente, contribuição do amigo do blog Armando: “Deus cria, a Terra espalha e o diabo os junta”.

Sem querer dar qualquer viés religioso a este blog, que é espiritualizado mas sem preferencia religiosa alguma, aqui vai a minha forma de ver a questão:

Deus inspira o homem bom a desenvolver uma série de instrumentos financeiros que deveriam ajudar o desenvolvimento dos mercados e das nações. Porém – e que porém! – o diabo inspira uns tantos outros homens inteligentes, mas não tão bons, a desviarem-se da Missão e bagunçar a obra divina.

Vejam os casos abaixo:

1. Derivativos “Básicos” sem dúvida é uma invenção de Deus, pois é muito útil para a gestão de riscos de empresas e bancos. Graças aos derivativos de câmbio e de taxa de juros, por exemplo, os bancos podem tomar muito mais depósitos e emprestar muito mais – e isto é muito bom para a sociedade. Porém, o capeta aprendeu como funcionam e distorceu seu uso. Minha racional:

  • Especulação desmedida: ao invés de ser usado para proteger uma posição assumida pelo empresário, os especuladores podem montar posições que, ao longo do tempo, poderão distorcer os preços de determinado ativo ou mercado. Aqui, o problema não é especular, mas é o volume permitido pelos reguladores!
  • Alavancagem: emprestar/financiar/alavancar é mola fundamental para o crescimento econômico e, portanto, para a sociedade. Porém, financiar posições especulativas, através de instrumentos derivativos, tornando-as gigantescas…e sem controle…é insano. Especialmente porque os reguladores não tem como garantir estabilidade ao mercado.
  • Derivativos exóticos – (ou tóxicos, como está na moda) – se o Nicholas Taleb diz que são instrumentos que ele, que era um ás no trading de derivativos, não os entendia em toda sua complexidade, que dizer de tantos ásnos espalhados pelas tesourarias de bancos, fundos e empresas? O sujeito negocia várias vezes o capital de sua instituição, a partir de um modelo que ele não faz idéia de como funciona + sem controle decente de ninugém + sem que seus gestores seniors façam idéia do que o autorizaram a fazer!
  • Barings conheça aqui uma versão bem realista da quebra do multicentenário banco inglês (e onde a própria Rainha Elizabeth II tinha investimentos na divisão de gestão de fortunas – private banking). Este mais-que-testado Risk Manager, em sua atual versão blogueiro-segurador de crédito, viveu as duas pernas deste caso: primeiro foi o resgate pelo ING (eu era ING) e depois a compra da divisão americana do Barings (já com outro nome) pelo ABN (eu estava no ABN). O case study do Barings daria um MBA por sí só, pois ali aconteceu tudo de errado (antes, durante e depois, diga-se de passagem). Leiam o link porque vale a pena.

2. Securitização – securitizar é uma coisa simples, mas é tão complicada para explicar. Tentarei: uma security (ou título mobiliário, em português – ajudou?) é um título que é composto (ou lastreado) por vários outros. Tá piorando… Imagine que um banco tenha 10 empréstimos (papai-mamãe) com empresas do setor exportador, totalizando USD 100 milhões. Acontece que o banco identifica que há investidores com interesse para correr este risco, mas como investidor não é banco eles não podem fazê-lo. Securitizar é a solução. Através de uma parafernália documental, os tais 10 empréstimos são “empacotados” e vendidos para um fundo, sob a forma de título ou security. Aí os investidores poderão investir neste fundo que tem o rendimento e os riscos dos ditos empréstimos. Se não ficou claro – e é óbvio que não ficou -, comentem/perguntem, por favor!.

Pois bem, a securitização é uma coisa fantástica, pois “libera” espaço no balanço dos bancos para que estes possam emprestar mais, para mais gente. Mas se fosse tão redondinho assim não teria graça…

  •  Um problema é quando o título/security é lastreado por maus empréstimos – esta é uma das pernas da crise do subprime americano.
  • Como na maioria das vezes o empréstimo continua de forma, digamos, invisivel no balanço do banco (apenas ‘inertizado’ pela venda para o fundo – o documento é chamado de participation), se os empréstimos não são pagos, e o fundo quebra, o castelo de cartas se desmonta. Vira um “ninguém-paga-ninguém” e só quem ganha são os advogados de todas as partes, que brigarão ferozmente uns com os outros.

3. Globalização em 1992, quando estudei International Banking & Financial Studies, na Escócia, não discutíamos “Globalização” (o termo aparentemente não existia). Mas falávamos em DEREGULATION, que na época significava poder fazer quase tudo em quase todo os lugares. Os mercados financeiros e de capitais começavam a se abrir, com menos regras para os estrangeiros (e.g. um brasileiro investir em títulos emitidos nos EUA – o chamado Yankee bond – através de uma off-shore na Bahamas).

  • Graças à globalização é que o Brasil acumulou USD 200 bi de reservas e teve zilhões de dólares entrando no país sob a forma de investimento direto e empréstimos.
  • E também o comércio internacional – que é a grande fonte de riqueza neste planeta – multiplicou de volume.
  • Só que, como sempre acontece onde o Tinhoso põe a pata, houve exagero. Os EUA (e a Europa também!) não deveriam ter “terceirizado” sua manufatura para a China e seus serviços para a Índia. Isto gerou boa parte do desequilibrio que fomentou esta crise. E pra reverter agora, hein?!…

No fim das contas, amigos, todas essas coisas exóticas que vêm sendo demonizadas por conta desta crise sem igual, começaram de forma quase inocente, com propositos nobres. Só que o Capeta atiça o lado BESTA do homem de mercado e o lado BANANA dos políticos e reguladores, deixando que o lado ruim da invenção Divina predomine, ainda que temporariamente.

Para concluir o post, fiquem com este pensamento Made by F.Blanco:

Quando estiveres no jardim e reparares num pequeno anelídeo esfregando-se pelo chão, preste muita atenção nele! Talvez não seja apenas uma inofensiva minhoca, mas sim uma jibóia recém-nascida, que mais tarde poderá te devorar!…

Abraços, FB

Foi um dia cheio de coisas acontecendo. Nenhuma notícia ou decisão que promova uma virada no mau momento em que vivemos (não irei publicar/comentar nenhuma má notícia hoje). Ainda assim, foram várias iniciativas, aqui e ali, positivas.

1. Swap de Moedas: o Banco Central acertou com o FED americano uma operação de USD 30 bilhões. Essa medida se encontra na polêmica Medida Provisória 443; a tal que dá poderes para o governo federal comprar bancos, empresas, padarias, etc. Pelo que deu pra entender, o BC brasileiro poderá sacar USD 30 bi do governo americano que ficaria com o equivalente em reais para seu uso.

O acordo é positivo para o Brasil, pois aumenta o poder de fogo do governo para combater ataques ao real, como vem ocorrendo. Já para o Bush… o que ele iria fazer com R$ 70 bi? O governo quer mostrar que não irá deixar sangue rolar pela rampa do Palácio do Planalto. Tem uma turma especulando forte, jogando pesado contra as empresas que se entubaram com aqueles derivativos cambiais. Acho que o governo está com ódio viceral desse pessoal, mas não quer manchetes de jornal dizendo que meia-dúzia de grandes empresas (ou bancos) quebraram por conta de “especularem com derivativos” (e nem foi isso precisamente).

http://www.bancocentral.gov.br/noticias/Noticias.asp?noticia=1&idioma=P&cod=1905

2. COPOM/SELIC: o nosso BC já provou que é macho. Ele peita mercado, imprensa, ministros e quem mais se apresentar. Desta vez resolveu não mexer na taxa da SELIC, mantida nas alturas de 13,75% a.a. Na verdade, o BC ficou entre a gritaria da indústria que clama pela redução da taxa e uma ala de monetaristas radicais, que apostam na existência de uma severa inflação em gestação e que, por não subir a SELIC agora, terão de subí-la mais lá na frente.

Não concordaram? Entrem no blog A Mão Visível aqui ao lado e tentem entender porque o Alexandre Schwartsman e seus seguidores acreditam nisso. Eu não consegui. Por onde olho e falo só vejo desaquecimento na indústria. Não chegou no varejo, mas vai chegar em janeiro. Não entendo que inflação é essa que estão vendo. Será que o câmbio teria tanta força? A ver (e sentir).

3. As bolsas: apesar do mercado de ações ainda não ter condições de refletir minimamente para onde vai a economia real, o simples fato da BOVESPA não ter caído 10% nesta 4af é positivo. Talvez queime minha língua e ela caia 15% na 5af… Chamou a atenção a festa européia, onde todas as bolsas relevantes subiram mais de 8%, enquanto NY ‘andou de lado’, com leve queda. O que posso dizer? Já está barato além da lógica dos números para quem quer comprar com visão de longo prazo, mas Nouriel Roubini Primeiro e Único diz que ainda pode cair + 30% (e mostra números para isso!). Para quem gosta de dar uma especulada é o momento ideal.

4. Bancos: comento dois assuntos, sendo um chato e outro interessante. O interessante primeiro: o crédito bancário cresceu nos últimos 12 meses alguma coisa como 30%, mas os lucros dos bancos não cresceram na faixa dos 20% a 30% (anualizados) neste trimestre como vinha acontecendo há anos, trimestre a trimestre. Não tive tempo para analisar, mas isso chamou a minha atenção. Talvez estejam perdendo muito, ainda que temporariamente, com as operações de derivativos – os bancos têm que pagar a chamada margem na BMF (despesa) enquanto seus clientes negociam uma reestruturação das dívidas com derivativos (receita pendente). A chatice é essa interminável lenga-lenga de que os bancos não liberam o crédito, etc. Já falei sobre isso aqui umas 100 vezes. Não adianta reclamar: banco algum vai dar crédito enquanto estiver na dúvida sobre a solidez dos clientes, sobre os setores dos clientes e sobre a tendência macro daqui pra frente. Para a choradeira da FIESP, do Ministro Mantega, do Papa Bento XVI, etc., sabe o que FEBRABRAN faz? Leiam o link abaixo…pura “mensagem institucional”…

http://www.febraban.org.br/noticias1.asp?id_texto=376

5. Lula Papai Noel: foi anunciado o pacote de R$ 3 bilhões que a Caixa utilizará para dar crédito para construtoras com problemas de liquidez. A MP 443 também criou a CaixaPar que poderá comprar participação em empresas do setor. Já falamos disso aqui. A dúvida que eu tenho é como irão diferenciar o joio do trigo. Mutuários em situação complicada existem aos milhões, mas como definir qual empresa terá ajuda? Por que o Condomínio Véu da Noiva do meu amigo continuará a subir e o meu, o Chateaux Magoux ficará parado? Em tese, a ajuda é para evitar uma crise que prejudique o povo. Por outro lado, talvez beneficie maus empresários que descasaram ativos e passivos, só têm terrenos e nada no caixa, etc.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u461905.shtml

E no Salão do Automóvel, aqui em SP, o Presidente Lula disse que irá ajudar este setor também. Juro que não sabia que havia tanto dinheiro disponível assim. Sério, a intenção é maravilhosa, mas a execução de tais medidas são tão complexas e arriscadas…parece-me impossível que não se cometam injustiças sérias. Deus o ajude.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u461978.shtml

6. Despesas Financeiras: a notícia é velha, mas vale a pena comentar. O repórter Toni Sciarreta, da Folha, escreveu nesse último domingo sobre um estudo da consultoria Economática. Lá diz que, neste terceiro trimestre, na média, 70% do resultado operacional das empresas de capital aberto será utilizado para pagamento de juros. A mini-máxi desvalorização do real ajuda, mas a alta dos juros é fundamental. Detalhe: o estudo não contempla as tais operações com derivativos.

Então, administrar o passivo bancário é ou não é importante? É… mas poucos empresários dão valor para isso. A mídia? Não quer nem saber. Eu tenho falado sozinho sobre o tema. Depois reclamam que a SELIC sobe. Só que esquecem que o problema não é os 13,75%, da SELIC, mas sim os 35% que são pagos pela maioria das empresas brasileiras (e nem percebem, porque não fazem conta…).

Abraços, F.

A notícia que diz que a Sadia teria perdido mais de R$ 700 milhões com operações envolvendo derivativos de dólar não é nova. Mas acredito que ninguém abordou os seguintes aspectos:

1. Em apenas dois anos este é o segundo escândalo que sacode a diretoria financeira da empresa – e este foi o segundo diretor de finanças demitido no período. É algo muito sério para uma companhia aberta. Imaginem, o primeiro caso foi de “insider trading” e o segundo de descontrole na gestão de derivativos.

2. Eu conheço bem a empresa. O diretor que acaba de sair é jovem e competente, sendo que sua promoção em 2006 foi um fato de grande repercussão. Em condições normais, alguém com 30 e poucos anos jamais sentaria numa cadeira de CFO tão importante. Aí eu me pergunto: será que ele fez essa tremenda aposta sozinho, sem avisar ninguém (e.g. o seu chefe, o CEO)? Quais as suas motivações? Ganhar mais bônus por compensar resultados fracos no lado operacional com ganhos elevados com especulação? Tudo mal explicado.

3. A empresa veio a público rapidamente para explicar ao mercado o problema – e isto foi positivo -, além de deixar claro que zerou a posição perdedora imediatamente, reconhecendo as perdas.

Empresa nenhuma está aí para especular com derivativos ou posições em dólar, juros, etc. Isto é de altíssimo risco e as empresas nunca têm a mesma agilidade e informação disponível para “ganhar do mercado”.

Segue abaixo outros comentários voltados para o empresário que nos lê:

1. A diferença entre um PROBLEMA e uma CRISE é a contaminação que a segunda carrega. O caso Sadia deve ter gerado dois tipos de contaminação:

(a) Financeira: muitos bancos devem ter cortado suas linhas de crédito no ato. A empresa sempre foi muito forte e sempre teve muito caixa, então não teve problemas de liquidez, mas sofrerá para resgatar sua credibilidade junto ao mercado de crédito – assim como no acionário. A Sadia, que no passado recente tentou comprar a gigante Perdigão contando com uma mega-linha de crédito do finado ABN AMRO, hoje não conseguiria e sabe Deus quando conseguirá de novo.

(b) Mercado: todos os Diretores/Gerentes de Relações com Investidores se viram obrigados a vir a público para explicar “a minha empresa não tem problema semelhante ….”, etc. Nessas horas (e em muitas outras), o mercado age como manada e se uma empresa do mesmo setor ou com características similares não se explicar rápida e convincentemente afunda junto com a que realmente teve problemas. Notem que bastou um caso de relevância acontecer, i.e. Sadia , para que os analistas de bancos se perguntassem: “Será que não tem outras na mesma situação?”. E aí acontece o seguinte: na dúvida, vende-se a ação, congela-se o limite de crédito, não se desembolsa uma operação já aprovada e por aí vai.

Para estas horas de aflição, sugiro o seguinte:

PEQUENO MANUAL DE COMUNICAÇÃO DE CRISE DE CRÉDITO:

  1. SEJA TRANSPARENTE: O MERCADO TERÁ QUE ACREDITAR EM VOCÊ!
  2. SEJA PRECISO, DETALHISTA! ISTO É O OPOSTO DE SER GENERALISTA
  3. DEIXE CLARO QUE SABE A ORIGEM DO PROBLEMA
  4. DEIXE CLARO QUE SABE COMO MANEJAR A CRISE
  5. DEIXE CLARO QUE SABE COMO EVITAR QUE O PROBLEMA SE REPITA

Apesar do que está escrito acima ser a coisa mais óbvia do mundo corporativo, com o tempo as empresas e os analistas relaxam. “Ah é a Sadia…, não tem problema” – até que o problema apareça e a manada estoure.

Abs, F.

Caros,

Hoje será mais um dia dominado pela escandalosa crise dos bancos internacionais de investimentos e quedas nas bolsas. Ontem eu dizia que a Bovespa se recuperaria hoje ou amanhã. Hoje está difícil, pois está mais fácil se convencer de vender papel do que comprá-los.

Bem, o link do dia vem da Economist e é o primeiro artigo na imprensa (que eu achei) a falar do problema dos derivativos de crédito (os famosos CDS’s, cujo valor está ao redor de USD 62 trilhões).

A associação que rege o mercado global de derivativos está lutando para que todos os players deste mercado façam uma liquidação dos contratos, para que se minimize o volume em risco, i.e. que se assuma o lucro ou prejuízo dos contratos em aberto. Será que dá? Já pensou o que os bancos de investimentos terão de prejuízo? Como os ativos originais, i.e. empréstimos, bonds, perderam valor imensamente, os provedores de hedging (eg Lehman, Merril, etc.) terão que pagar imensas quantias para os bancos e fundos que carregam os empréstimos e bonds. Não há dinheiro para isso.

Leiam os recentes posts sobre counterparty risk e o link abaixo.

Esse é um capítulo da crise de fundamental importância, que vem sendo mal explorado por falta de conhecimento.

http://www.economist.com/finance/displaystory.cfm?story_id=12209615

Abraços, Fernando