O tema Governança Corporativa voltou à baila, só que com o “viés de baixa”, por conta das escandalosas perdas que grandes empresas tiveram com derivativos. Foi como se o sujeito tido como o Melhor Goleiro do Mundo tomasse 5 frangos na sua estréia. “Mas quem contratou esse infeliz?”, grita a torcida enfurecida!

Como é  de hábito neste blog, vamos colocar as coisas às claras:

1. Conselho de Administração, seja composto pela família, por executivos da empresa ou membros externos (os chamados “independentes”), não é a panacéia que alguns espertalhões pregam – e que a mídia ingenuamente repercute.

2. É difícil, quase impossível, que um Conselheiro desvende os intrincados problemas de qualquer empresa, em qualquer campo. E o sujeito pode ser um gênio no assunto e muito vivido em empresas similares. Simplesmente porque:

  • Os problemas poderão (e tenderão a) chegar no Conselho com o devido “enfeite” – ou alguém acha que os executivos vão levar as próprias cabeças em bandejas de prata?
  • As reuniões de Conselhos não são feitas para se entrar na discussão se o Value at Risk dos derivativos está sensiblizado pela volatilidade correta (“Mas você usou 2 ou 3 desvios-padrões, hein?”) – isto não existe! Acredito que nem se o Armínio Fraga fosse Conselheiro da Sadia, ou da VCP, ou da Aracruz, etc., ele descobriria a trapizonga armada nessas empresas.

3. Conselho é para dar diretriz, discutir o futuro. Gestão é para gestor. E se o gestor for um “gênio do mal” , ele pode quebrar a empresa se o Conselho não for safo (e muito sortudo).

4. Tipologias de Conselheiro:

  • Familiar – se Deus quiser só colocarão os competentes…
  • “Grifes” – os que emprestam (ou alugam?) sua reputação para a empresa.
  • “Insiders” – sujeitos que já ocuparam (ou ocupam) posições de destaque em um campo de atividade “útil” (e.g. um ex-Secretário da Fazenda, do Estado, quando a sua empresa tem um grande imbróglio fiscal para resolver).
  • Mercado – executivos bem reputados.

5. Quem disse que Conselheiro Profissional é melhor do que Conselheiro da Família? O “mercado”! Eu já ouvi a seguinte balela: “O mercado precifica melhor empresas que têm Conselheiros externos e blá-blá-blá…”.

6. E quem disse que Fundador de empresa tem que estar no Conselho? Talvez os 18 filhos e sobrinhos (mais noras e genros), sim! Quem é bom e trabalha duro tem que ficar na gestão, pois ninguém gosta e entende mais do negócio que o seu dono e seu sucessor, oras! Mais um modismo furado…

7. Conflito de interesses: o pior dos mundos é que a chamada Governança Corporativa – que tem até associação de classe – deveria proteger o acionista (palavras do Professor William Eid, da FGV), mas o que vemos é uma grande confusão de conceitos e valores. Quando executivos contratados a peso de ouro tomam decisões de altíssimo risco só para valorizar seus vencimentos, tem algo de muito podre neste Reino da Dinamarca.

8. Despesa: boa parte das empresas gasta um bom dinheiro, pagando Conselheiros que de fato pouco agregam.

9. Fernando Blanco e os Conselhos:

  • Na década de 90, eu fiz três apresentações sobre o Brasil – e o nosso banco no Brasil – para o Conselho do banco em que trabalhava (na Europa). Eu vi direitinho o quão pouco eles entendiam dos detalhes (de alto risco) que eu apresentava!
  • Nos últimos anos, eu ocupei posição de Conselheiro de duas empresas. Eu sei bem como é complicado xeretar os números e as práticas gerenciais dos executivos das empresas, salvo se o objetivo for azedar de vez as relações humanas na empresa (Executivos x Conselho).

Os amigos ligados ao mercado de ações me desculpem, mas esse conceito, que em tese é bom, foi violado sem cerimônia pela liquidez  extremada que corrompeu as melhores práticas gerenciais e de posicionamento de risco.

Do dia pra noite, empresários que carregavam malas de dólares como parte da venda de imóveis – e que nunca tinham visto Demonstrativos Financeiros na vida -, fizeram seus IPO’s,  passaram a ter “governança corporativa”, Conselho de Administração, gestão profissional, RI, etc.

Taí, agora valem 20% do IPO. E o coitado do investidor? Está pagando caro por ser tão afobado (achava que ia ficar rico logo) e ganancioso (queria ficar rico logo). Comprou o que jamais deveria ter comprado – com ou sem crise.

Lobos não viram cordeiros do dia pra noite – existe mais ‘governança’ no reino animal do que no nosso capitalismo selvagem.

Para saber mais, naveguem pela Wikipedia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Corporate_governance

http://pt.wikipedia.org/wiki/Governan%C3%A7a_corporativa

Abraços, F.

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Caros – a revista Exame traz uma corajosa e realista matéria (de capa) que esculhamba com a categoria acima citada de profissionais. E, lógico, a carapuça também serviu para este “palpiteiro econômico das horas vagas”.

Primeiramente, deixe-me explicar um pouco como funciona esse negócio de análise de bancos e similares:

  1. Analista macroeconômicos: todos os bancos tem os seus. Eles são funcionários dos bancos e tem como missão apoiar a decisão de investimento de seus clientes. Os bancos, na hora de decidir o que farão na mesa de operações ou com a carteira de crédito, NEM SEMPRE SEGUEM as opiniões dos seus próprios economistas.
  2. Analista de ações: idem, só que a análise é voltada para ações, setores da economia e fusões e aquisições. É a área mais controversa, pois, apesar de gozar de uma suposta independência, é fortemente influenciada pelos chefões das áreas de mercados de capitais, e até pelas próprias empresas analisadas.
  3. Economistas/gurus externos: aqui falo de gente como Nouriel Roubini, que em tese não tem maiores interesses em jogo (salvo seus próprios investimentos).

Tem de tudo neste mercado e, como sempre, o ideal é que o investidor e/ou interessados em geral coletem opiniões diversas, preferencialmente divergentes, para que possam decidir com mais embasamento.

O problema é encontrar as tais opiniões divergentes. Leram o meu post recente sobre Síndrome do Pensamento Único (link abaixo)? É difícil achar e acreditar nas poucas vozes dissonantes quando a manada já se estabeleceu e “decidiu qual é a direção certa”.

https://blogdocredito.wordpress.com/2008/11/29/sindrome-do-pensamento-unico/

Mas voltando às relações viciadas entre bancos/corretoras e seus analistas, dou-lhes dois exemplos cabais:

  1. Independência para valer: nos anos 90 eu trabalhei num banco estrangeiro que liderava o mercado de emissão de bônus internacionais de empresas, mas não conseguia vencer mandatos para lançar títulos do governo federal. Uma vez, numa reunião com o presidente do nosso Banco Central, este disse na nossa cara: “Como é que vocês dizem que vão lançar o nosso papel no mercado e vendê-lo, se o próprio economista-chefe de vocês vive avacalhando com o Brasil, dizendo que vamos quebrar? No dia que vocês conseguirem controlar este economista nós voltaremos a conversar”. Vexame total. É que, de fato, o nosso economista, que ficava sediado em New York, era cheio de opiniões contrárias ao Brasil e ‘adorava um microfone’, i.e .não ficava quieto nem quando estávamos negociando um mega negócio.
  2. Quando há corrupção: as crises americanas das “ponto-com” e da Enron/MCI (no início dos anos 90) foram alvos de investigações do governo dos EUA, que descobriram que analistas chegavam a trocar e-mails entre eles, fazendo gozação das suas próprias análises e recomendações irrealistas.

Lamentavelmente, o mercado de ações só ganha dinheiro pra valer quando o mercado sobe. E é assim que estes analistas mantem-se empregados e ganhando belos salários e bonus. Há, portanto, um interesse natural que o mercado suba, sempre. Eliminar a promiscuidade deste mercado, portanto, é muito difícil.

Querem exemplo melhor que o festival de emissões de ações no Brasil, nos últimos anos? Eu não daria crédito para mais da metade delas, que dizer comprar suas ações. Eram (ou melhor, são) empresas com todo tipo de vício: sem a menor noção de governança corporativa, imenso grau de informalidade, só cresceriam se tivessem crédito abundante, não tinham balanço para mostrar (faziam balanços “pro-forma” às pressas), montaram equipes “profissionais” também às pressas, etc. Enfim, uma receita perfeita para o desastre que agora vemos.

Não sou arquiteto de obra pronta: cansei de comentar isso com amigos e colegas de mercado – e até com jornalistas. Mas o Pensamento Único já havia decidido que os investidores queriam comprar de tudo, inclusive lixo, e os bancos de investimentos foram atrás de coisa boa e de muito lixo também.

E não estou teorizando, não! Eu já fui membro de Conselho de Administração de empresa-alvo de IPO e sei bem o que ouvi dos bancos de investimentos!!

Enfim, vale a pena a leitura da bela reportagem abaixo (se houver problema para conectar, digitem a palavra-chave HANÓI) .

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0932/financas/oue-servem-analistas-405036.html

Destaque final para a conclusão do jornalista, impagável!

Abraços e boa semana! FB

Há dias que eu penso em escrever sobre esse tema, mas sempre surge algo mais importante (na minha opinião, mas talvez não na sua…). Aí, ao xeretar o blog da Miriam Leitão, achei dois posts interessantes (lá embaixo), enchi-me de coragem e apresento a vocês a minha visão sobre o assunto:

  1. Disclaimer: a única relação que eu tenho com o mercado da construção civil – e sua cadeia de valor – é um imóvel que comprei e estou pagando (e rezando…).
  2. A maioria das empresas do setor que abriram capital nos últimos anos não tinha estofo sequer para tomar um crédito para capital de giro de 180 dias. Imagine então se estavam preparadas para fazer um IPO e serem gerenciadas profissionalmente logo após. Reinavam a informalidade, a promiscuidade (caixa da empresa e do empresário), a governança “à moda antiga”, os lucros tinham forte componente de sonegação (do contrário o lucro minguava), etc., etc.
  3. A Miriam e eu temos fontes similares: a turma pegou o dinheiro e torrou em terrenos sobrevalorizados. Os menos éticos “ajudaram” a sobrevalorizar o terreno para dar um ‘tombinho básico’ nos novos sócios minoritários.
  4. De qualquer forma, se tivessem um mínimo de planejamento financeiro, não teriam problemas sérios para tocar suas obras. Afinal, construção civil só pede funding de longo prazo (ou capital próprio). Qualquer coisa diferente disso é brincar de roleta russa. Mas muitos o fazem.
  5. Será que fizeram? Provavelmente, talvez pensando que a crise era ‘café pequeno’ e logo fariam o segundo IPO, este para levantar os prédios.
  6. Em outras palavas, muitos teriam começado a levantar os prédios sem a captação adequada, veio a crise aguda e os bancos congelaram (e encareceram) as linhas.
  7. Pior, com a crise, as vendas devem ter sofrido uma bela queda…com o noticiário sobre o assunto esquentando, aí é que menos gente compra mesmo. Alguém já ouviu falar de risco sistêmico? É igualzinho a banco!

Não tenho dúvida que a situação de várias delas é grave. Fico incomodado só de pensar no governo criando uma “linha de redesconto” para construtoras/incorporadoras incompetentes. Porém:

  1. O negócio imobiliário guarda muita semelhança com o setor bancário, i.e. usa a poupança do cidadão, i.e. quando a construtora/incorporadora quebra, geralmente o cliente perde muito dinheiro (mesmo que a obra seja tocada por outra construtora – como aconteceu em vários imóveis da Encol).
  2. O governo não quer: (a) levar a fama de ter deixado a “Crise que aqui será marolinha” quebrar milhares de mutuários que acreditaram no ‘discurso’ do Presidente Lula; (b) dar de presente esse gigantesco capital político para os adversários do PT; (c) que um imenso ‘imbróglio’ deste venha a danificar ainda mais o clima econômico do país (quebradeira, desemprego, etc.).

Engraçado é que eu ainda não li os jornais (impressos) atacarem esse possível casuísmo político-econômico. Será que é porque todos eles dobraram de tamanho graças aos imensos anúncios do setor?

Bem, e o que deve sair desse ‘saco de bondades’? Nada muito especial, creio eu. Provavelmente uma linha de capital de giro a perder de vista, a ser oferecida pela CEF que é quem entende do assunto na esfera federal.

Lamentável….

Abraços, Fernando

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/post.asp?t=onde_esta_lucro_das_empresas_que_pedem_ajuda&cod_post=134254&a=73

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/post.asp?t=construtoras_erram_governo_vira_socio&cod_Post=134246&a=73

Olá, segue abaixo um post do blog da Miriam Leitão (ver ao lado), que eu repasso direto para vocês.

Em 25 anos de carreira, já acompanhei – e experimentei – várias crises financeiras internacionais, mas nenhuma chegou perto desta. Irresponsabilidade é pouco para qualifica-la. E não adianta só culpar o subprime, pois a farra do crédito nos EUA vai muito além – é no cartão de crédito também! E também não é só nos EUA não, pois a coisa na Europa pegou feio! Notícias que me chegam de Paris dão conta que bancos e investidores europeus também se machucaram muito – incluindo o Natixis, banco que controla a Coface, empresa que trabalho. Deste lado do Equador os problemas são os seguintes

  1. Não há Mercado para títulos (e.g. eurobonds, IPOs, etc.) emitidos por empresas e governos. Com isso, falta funding de longo-prazo para financiar projetos.
  2. Os bancos brasileiros também costumam emitir tais bonds, para repassar recursos através da, e.g., Res. 2770, que se torna funding de longo-prazo (em Reais) para empresas.
  3. Bancos estrangeiros que davam linhas para bancos e empresas brasileiras, em grande volume e baixo custo, acabaram por reduzir e encarecer tais linhas.
  4. “Flight to Quality”, que traduzindo vira “Vôo para Qualidade, é um fenômeno típico de momentos de crises como esta. Significa que os bancos e investidores que estão líquidos só emprestam ou investem naquelas empresas e bancos acima de qualquer suspeita. Em outras palavras, quem precisa pouco fica inundado de ofertas de crédito e quem mais precisa tem pouquíssima oferta.

Ninguém disse que o capitalismo era justo, certo?!

Sério, rolar ou conseguir financiamentos de longo-prazo, com custo aceitável, neste momento está dureza para o empresário médio, padrão. Neste blog, na categoria Melhorando o Seu Crédito, tem várias dicas e estou à disposição para dar outras.

Boa leitura, F.

 

Crise

Bancos americanos com forte baixa

 

O setor financeiro americano continua na berlinda. Agora à tarde, as ações de vários bancos e seguradoras estão despencado: AIG, – 27,68%, atingindo o menor nível desde 1994; Lehman Brothers, – 11,85%, na menor cotação desde 1995; e Merrill Lynch, – 12,09%, no pior valor desde 1996.

Como a Míriam comentou no post abaixo, a semana começou com crise no setor financeiro, com a injeção de US$ 200 bilhões por parte do governo às seguradoras Fannie Mae e Freddie Mac, e tudo indica que terminará da mesma forma.

Sobre a possível venda do Lehman, os jornais americanos estão noticiando que o governo espera por uma solução até domingo, antes da abertura do pregão de segunda-feira. Por hora, parece que injeção de dinheiro por parte do governo americano está descartada.

A questão com relação ao negócio é sobre o preço da venda. Com as ações derretendo, fica mais difícil saber quanto realmente vale cada parte do banco. Desde segunda-feira, as ações caíram 70%.

Prezados,

Está na IstoÉ Dinheiro desta semana, na sessão Dinheiro em Ação (pag. 109):

  1. O que NÃO é novidade: a Magazine Luiza (3a maior rede de eletro-eletrônicos do país) vai invadir a Grande Santos e o Planalto Paulista (sorry, coisa de Santista bairrista…). Será uma entrada triunfal e massiva (e arriscada) com nada de menos que 50 lojas, de uma vez!
  2. O que a revista TRAZ como novidade: “depois de abrirmos as 50 lojas em São Paulo, vamos avaliar como iremos nos capitalizar”, diz a carismática CEO (e líder de fato!) Luiza Helena Trajano.
  3. O que EU comento sobre isso:
  • A família Trajano é boa no que faz. A Luiza Helena, que é sobrinha dos fundadores e principais acionistas da empresa, é uma líder varejista nata, daquelas que encantam os funcionários (lá eles não “vestem a camisa”, mas “tatuam-se” por amor à empresa). Eu os conheci por volta de 2004, quando visitei a empresa e tive a honra de almoçar com a família em sua simpática e nada suntuosa chácara. Lembro-me que naquela época Luiza Helena dava seus primeiros passos como celebridade (termo elogioso) corporativa, arrebatando empresários com seu jeitão pseudo-simplório, mas que é pura sabedoria popular isso sim! Lembro-me da sua tia dando-lhe conselhos: “Vê lá se não vai ficar dando muita palestra por aí, deixando os negócios de lado, hein minha filha”. Um show de verdadeiro management familiar de sucesso!
  • Mas entrar assim, de uma vez, no mercado mais concorrido do país, competitindo com gigantes já estabelecidos como Casas da Bahia e Ponto Frio, é coisa para titã. Detalhe: estimo que eles pretendem arrancar 30% do seu faturamento anual a partir deste projeto Paulistano-Santista. O impacto no capital de giro será, portanto, imenso. Sem falar no capital fixo investido para a abertura das lojas. Que tal uns R$ 400 milhões para começar?
  • Se existe uma coisa que Luiza Helena e sua família não deixaram “para depois” é o planejamento do funding desta mega operação! Deve estar tudo bem arranjadinho!! OK, seria uma sandice não fazê-lo.

O que é bem provável que já tenham engatilhado:

  1. Acordos com fornecedores, que garantam belos prazos de financiamento das novas compras.
  2. Algum (ou alguns) banco de investimentos de primeira linha já deve estar mandatado para fazer o IPO da empresa logo que o mercado se estabilize. Detalhe: este banco (ou bancos) já teria adiantado (via empréstimo-ponte) um imenso volume de recursos para garantir o mandato do (muito rentável) IPO. Prazo longo e custo baixo devem ter sido bem negociados pela Magazine Luiza.
  3. Linhas do BNDES para o investimento fixo, de prazo considerável, também devem compôr a equação financeira.
  4. Fundos de Private Equity devem ter interesse de entrar na empresa. Quem sabe não há alguma negociação já alinhavada/fechada…

Um último comentário, com jeito de conselho de amigo, é o seguinte: é fundamental que a área Financeira da empresa esteja 100% alinhada com as áreas Comercial e de Compras, pois vendas maiores, quase sempre, pressionam o capital de giro. E o bom executivo financeiro irá alertar seus acionistas e preparar seus bancos parceiros para a maior demanda por linhas de crédito. Do contrário, a empresa corre o risco de ser vítima do seu próprio sucesso de vendas. Cansei de ver isto na vida!

A família Trajano, lá de Franca, não cairia nessa, creio eu. Não caia você também!

Abraços, FB

PS: abaixo, um link interessante sobre este projeto.

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0925/gestaoepessoas/m0166387.html

Preferi postar o comentário abaixo, feito pelo Frederico Madureira, dada a sua relevância.

Interessante esta análise sobre os FIDC’s. Isto me lembrou um estudo recém divulgado do BNDES sobre o financiamento do atual ciclo de investimento da economia brasileira. Os autores mostram a importância do autofinanciamento (ver gráfico 2) e dos desembolsos do BNDES (ver gráfico 3) como fontes de financiamento de longo prazo e ressaltam a necessidade de diversificar e fortalecer as fontes de recursos de financiamento de longo prazo. Segue sugestão de leitura:
Nº 51: Autofinanciamento e BNDES sustentam o atual ciclo de investimentos no Brasil
Ernani Teixeira Torres Filho, Gilberto Rodrigues Borça Júnior, Marcelo Machado Nascimento
ago/2008

http://www.bndes.gov.br/conhecimento/visao/visao_51.pdf

Para efeito de comparação, esse estudo do BNDES considera as seguintes fontes de financiamento de longo prazo:

  • Emissões Primárias de Ações à Indústria e à Infra-Estrutura;
  • Debêntures não-Leasing;
  • Captações Externas – Instrumentos de Renda Fixa(superior a 2 anos);
  • BNDES (desembolsos para a Indústria e Infra-Estrutura).

Fred