Este post é dedicado àqueles que acreditam em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, entre outros menos cotados.

“COMPRE SEU CARRO AGORA! COM ZERO DE JUROS!” Volto de levar as crianças na escola e escuto esta bizarrice no rádio do carro. Desta vez é a Ford anunciando – todas fazem a mesma coisa.

NÃO EXISTE JUROS ZERO! Como proceder:

  1. Peça (lute, chore, ameace, seduza por) desconto para o preço à vista.
  2. Ao receber o preço à vista você terá a certeza que havia juros embutidos no tal financiamento, i.e. neste momento você saberá que o vendedor e a empresa são mentirosos.
  3. Agora vá nas demais revendas de carros similares ou do seu interesse, e faça o mesmo teste.
  4. Desta forma você saberá quem vende à vista pelo menor preço e a prazo pela menor mensalidade.

E o mesmo raciocínio vale para empresários na hora de comprar matéria-prima, ou vender seus produtos. O dinheiro tem valor no tempo. Banco vive disso.

Faça como o Ricardo Boechat, âncora da Bandnews FM, e economize muito dinheiro.

Abraços, FB

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Caros,

Este assunto me irrita. E deve irritar muito mais os milhares de brasileiros que enfrentam problemas sérios com as suas dívidas (bancárias ou não). Já escrevi textos mal humorados porque vejo a FIESP, o BC, o Ministério da Fazenda e a mídia inteira bater sempre na mesma tecla – …na tecla errada. Os exemplos dos últimos dias:

  1. O BC finalmente tornou pública – de forma transparente – a tabela de juros dos bancos. Só que o próprio BC irá rever a metodologia, pois gerou uma gritaria sem fim.
  2. O Sr. Paulo Skaf, da FIESP, foi à loucura ao pregar cadeia para o…quem?…HSBC, que segundo a lista do BC cobra os juros mais altos do mercado.
  3. O Presidente do BC, Henrique Meirelles, diz para os políticos que vai pegar pesado pela queda dos juros bancários. Que é isso? Palanque para o governo de Goiás?

Os fatos são:

  1. Um triste fato da vida é que as empresas brasileiras estavam mais estocadas do que nunca, porque o país crescia muito rápido (acima de 6,5% a.a., em setembro) e o Natal chegava. E por conta disso todas tinham mais dívida do que o normal.
  2. O cidadão brasileiro também estava mais endividado do que nunca – porque a oferta era grande e o brasileiro não faz conta, i.e. compra uma geladeira na Casas Bahia ou no Magazine Luiza, e faz as famílias Klein e Trajano felizes porque pagam a geladeira e um fogão (de juros).
  3. Quanto as linhas externas secaram para os bancos brasileiros e para o grande empresário local que se endividava lá fora, houve um grande gargalo no crédito doméstico.
  4. Eu, você, o Bradesco e a Petrobras estamos com menor oferta de crédito e  – só por isso – pagamos juros mais altos. Exemplos:
  5. Juros para uma das maiores multinacionais do mundo: 125% do CDI
  6. Juros para um dos maiores grupos empresariais do Brasil: 160% do CDI.
  7. Juros para um grupo brasileiro que fatura mais de R$ 1 bilhão: 188% do CDI.
  8. Juros pagos para o F.Blanco, segundo oferta por escrito, de um banco internacional (ex-primeira linha): 105% do CDI.

Nota: CDI é a taxa média dos juros interbancários e costumava ser semelhante à SELIC (taxa básica do BC).

Deu pra notar a situação? Como lutar contra isso?

A Petrobras e o Bradesco estão se virando para conseguir mais crédito. O cidadão e a pequena/média empresa brasileiros, não o fazem direito. Reclamam, xingam os bancos, etc. Nada disso adianta.

Vejam este post do J.P.Kupfer. O post é bom e pronto, mas o “””destaque””” aqui vai para os comentaristas. É uma falastrice sem fim, que não ajuda em nada a vida de ninguém. Se o tempo que perdem berrando palavras de ordem, fosse usado para fazer uma boa pesquisa de preços e serviços, aí sim se dariam melhor. E o mesmo raciocínio é válido para empresários.

Eu já falei com meia FIESP/CIESP sobre como as empresas podem e devem se defender dos juros altos! Alguém me ligou? Não! Até parece que não querem solucionar o problema. Afinal, se não houver problema não haverá microfones à disposição para a gritaria de sempre, né?

Mas é óbvio que não é isso. Ou será que é ? Skaf e companhia querem a solução do problema. Só não sabem como fazer…e desprezam ajuda externa.

Olhem aqui a famosa lista do BC. Separei dois exemplos: Pessoa Física – CréditoPessoal e Pessoa Jurídica – Capital de Giro Pré. Compare  os bancos e compare o quanto você paga. Vá na agência e converse com o seu gerente, para tentar entender os juros que você paga e o que o BC publica. E assunte por que outros bancos cobram menos.

Mas atenção: compare banana com bananas. Exemplo: eu e você não teremos crédito jamais no Banco Itaú BBA, que é voltado para grandes empresas. E se quiserem procurar os bancos, este link da Febraban ajuda.

E leiam aqui no Blog a sessão Melhore o seu Crédito. Lá tem boas dicas, palavra de escoteiro.

Perguntem, critiquem, etc., mas sempre voltado à busca de solução, pois do contrário é perda de tempo.

Abraços, F.

Este post foi inspirado nos – e é dedicado aos – novos amigos que chegaram ao Blog através das ferramentas de busca. Eles vêm solicitando explicações sobre o tema e abaixo eu estruturo o texto conforme perguntaram para o “Oráculo Google”. Para os que ainda não a encontraram…

1. Primeiro passo para obter Crédito

> Pessoa Física:

  • Conhecer a geração de caixa do seu negócio
  • Ter um fluxo de caixa futuro detalhado
  • Saber demonstrar claramente para o banco como e quando irá pagá-lo
  • Preparar um Plano de Negócio da sua empresa, e.g. o que a empresa faz, como faz, estrutura operacional, mercado em que atua (clientes, regiões, produtos), estratégia do negócio, análise da concorrência, quadro acionário e equipe de executivos, plano de sucessão (se fizer sentido), números (balanço, demonstrativo de resultados, fluxo de caixa), perspectivas do negócio, análise dos riscos do seu negócio
  • Saber apresentar e discutir tudo isso com o seu banco
  • Ter capricho na apresentação, i.e. qualidade do papel, correção ortográfica, limpeza, etc.
  • Procurar vários bancos, para poder escolher a melhor oferta de crédito e serviços (preços e prazos)
  • Se possível, conseguir que alguém bem próximo (que lhe conheça bem e que conheça bem alguém do banco) faça a apresentação – referência é algo muito importante
  • Não demonstrar ansiedade, pressa…isto é o pior inimigo do endividado
  • Demonstrar profissionalismo, seriedade, integridade e conhecimento
  • Ter o nome limpo na praça – ou limpá-lo com urgência

> Pessoa Física

  • Aqui não se aplica a descrição do Plano de Negócio, mas você deve apresentar claramente para os bancos como é a sua estrutura financeira, i.e. quanto ganha, quanto gasta, as dívidas que tem, como pretende equacionar o seu furo de caixa, etc.
  • Todo o resto se aplica!

2. Linha de Crédito para empresa investir

  • Um dos principais fatores para que nosso país não tenha ainda deslanchado rumo ao conceito de País Desenvolvido, é o fato não termos fontes de crédito para investimento
  • A imensa maioria das empresas – com destaque para as PME’s – procuram tais linhas, não as encontram e se contentam com linhas de capital de giro de curto-prazo, correndo um imenso risco de quebrarem no meio do caminho, porque a linha não foi renovada ou o foi parcialmente e com custo muito alto
  • O BNDES é a grande opção, com suas linhas de FINAME, POC e outras – visite o site www.bndes.gov.br
  • O BB, a CEF e outros bancos federais e regionais sempre tem algum tipo de linha de fomento. Vale a pena procurar nos sites. Clique no site da Febraban e descubra esses bancos
  • O leasing é outra opção para aquisição de alguns equipamentos
  • Em épocas de liquidez e apetite de risco elevado, os bancos oferecem outras linhas de longo-prazo para investimento. Exemplos: pré-pagamento de exportação, capital de giro longo (em geral descontando contratos e recebíveis)
  • Existem outras opções mais complexas e voltadas para empresas maiores e que são de difícil acesso
  • Exemplos: Eximbank (se você está importando um equipamento, o seu fornecedor poderá te ajudar), emissão de títulos de dívida (e.g. debentures, euronotes)

Lamento dizer, mas é só isso. Eu divido com vocês a “inspiração”, mas a “transpiração” fica por conta de cada um… especialmente nestes dias confusos e de retração do apetite de risco.

Tomar crédito hoje, no Brasil e no mundo, é tarefa de guerra. Tem que se apresentar ao banco de forma muito profissional, estudada, treinada, etc. Não é chegar lá, encostar a barriga no balcão e falar com o gerente amigo:

“E aí, amigão, o caixa apertou, você sabe, né…a crise pegou todo mundo de surpresa e vou ter que tomar um papagaio…”.

O IBAMA adverte: o papagaio é espécie em extinção e não será concedido para tomadores de crédito que não transmitam absoluta segurança para o banco!

Espero ter ajudado. Abraços, F.

O cenário geral para 20o9 deve estar claro para todos, i.e.:

  1. O Brasil crescerá pifiamente.
  2. As vendas das empresas andarão de lado ou cairão.
  3. Empregos sumirão em larga escala.
  4. O crédito será de difícil obtenção, curto e caro.
  5. A vida será dura para quem está endividado.
  6. Apenas uns poucos se darão bem, na PF e na PJ

Sendo este um cenário previsível para o primeiro trimestre que logo se iniciará, o Blog do Crédito divide com você algumas dicas, conselhos e sugestões sobre como lidar com o seu passivo financeiro. Ops, esqueci de dizer que este Blog também assume que:

  1. As famílias estão com dívidas das compras de Natal (sem falar nas de “pré-Natal”…)
  2. As empresas idem, por conta de duplicatas a receber das vendas natalinas e possíveis estoques encalhados

Detalhando temos:

Pessoa Física

  • A primeira coisa a se fazer é conhecer corretamente o seu orçamento mensal.
  • Monte uma planilha que contenha, entre outras coisas, seu salário, suas outras rendas, despesas fixas (aluguel, condomínio, escola, supermercado, ajuda pra sogra), compromissos já assumidos (cheques pré-datados, IPVA, IPTU, seguro, prestações e carnês, etc.).
  • Compras de Natal: separe e organize com atenção o talão de cheques (de onde saíram os últimos pré-datados), tickets de cartão de crédito e carnês de lojas.  Agora faça uma planilha, respeitando as datas de vencimento.
  • Juntando os números do “pré-Natal” e do Natal, você saberá corretamente o que te espera no “pós-Natal” que, aliás, já chegou!
  • Vai ter que financiar as dívidas? Procure as fontes mais baratas.
  • O cheque especial, o crédito pessoal de financeira e o financiamento do cartão de crédito são os mais caros. Evite-os!
  • Converse com o gerente da sua agência e negocie que todas as dívidas sejam consolidadas num empréstimo parcelado. Mas negocie duro. Explique que se não solucionar o problema agora, em breve, você E  O BANCO TERÃO UM PROBLEMA. Ameace mudar de banco – conte daquele seu vizinho que é gerente do banco concorrente e que vive te assediando para mudar de banco. E o prazo?
  • O ideal é que você pague as suas dívidas no menor prazo possível, pois quanto mais tempo elas ficarem em aberto, mais juros você irá pagar.
  • Na hora de negociar o empréstimo, o ideal é você levar a sua planilha de gastos e mostrar para o gerente que tem controle das suas contas, assim como o citado empréstimo se encaixará no seu planejamento.
  • Se você tem dívidas e dinheiro aplicado “para uma emergência”, estará fazendo um mal negócio. A sua grana renderá perto de 10% ao ano enquanto que o custo com juros será entre 4% e 10% ao mês. É melhor zerar o investimento e pagar o que deve, para não empobrecer.

E não se esqueça que em 2009:

  • Nem você nem eu estaremos seguros nos nossos empregos;
  • Nem você nem eu teremos fartura de crédito!

Mais tarde publicarei as recomendações para PJ.

Abraços e bom domingo!

Fernando

Pois é, amigos, ontem o dia foi calmo, ou melhor, as cotações das ações subiram porque – miraculosamente – os mercados passaram a achar que o mundo não ia mais acabar…

Aqui no Brasil, todo mundo começou a achar que “a crise poderá atingir o Brasil”. Como assim? Não tem que achar nada, ela já nos atingiu e pronto! E logo no crédito! O que mais que querem, quebradeira de banco? Isso não acontecerá, mas haverá quebradeira de PJ e PF, o que é suficientemente ruim! Exemplos:

  1. As linhas para financiamento de exportação estão secando (de curto, médio ou longo prazos).
  2. Não há linhas externas ou mercado de títulos para bancar projetos de expansão empresarial e de infraestrutura.
  3. Até o capital de giro empresarial em reais, de curto-prazo, encareceu. Dizem que o spread dobrou!
  4. E dizem também que bancos de pequeno porte estão sofrendo com o famoso “flight to quality” (i.e. os depositantes estão preferindo investir naqueles “acima de qualquer suspeita”).

Que mais estão querendo? No macro o Brasil vai bem, mas nós vivemos no micro – e o micro deteriora-se rapidamente.

Outras nota de interesse:

  • O americano médio, aparentemente, não entendeu o que se passa em seu país. Paul Krugman comenta que os americanos trocaram o financiamento via segunda hipoteca pelo cartão de crédito, que está aumentando! É mole ou quer mais?!

http://krugman.blogs.nytimes.com/2008/09/30/death-by-plastic/

  • Existe uma turma que está frontalmente contrária ao plano Paulson, que pretende comprar papéis podres dos bancos para em seguida criar um mercado secundário desses títulos. Esta é uma solução bem ao estilo de um investment banker, como Mr. Paulson – minha opinião: será uma confusão sem limites; difícil de precificar. Paul Krugman preconiza outra saída: que o Tesouro (ou outra agência a ser criada) capitalize esses bancos (diluindo o valor dos atuais acionistas). Seria muito mais limpo, transparente. Esta é a solução que os europeus estão utilizando para o seu crescente problema: banco quebrou; o governo estatiza, arruma a casa e depois o vende.
  • Detalhe cômico se não fosse trágico: quebrou o primeiro banco da Islândia. Krugman calculou a “ajuda financeira/per capita” e concluiu que proporcionalmente à população dos dois países, o Plano Iceland seria equivalente a USD 850 bi contra os USD 700 bi do Plano Paulson.

Cinicamente, eu comento: eu estou tão certo que esses USD 700 bi não irão ajudar muito.

Boa noite, F.

Caros – o blog deu um ‘bombada’ hoje, com muita gente (PF) procurando soluções para seus problemas com crédito. Coincidentemente, a Cássia d’Aquino (ver ao lado www.educaçãofinanceira.com.br) enviou-me o vídeo abaixo (produção da Band, capturado no UOL).

É o caso clássico da famosa frase “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Aproveitem o vídeo e livrem-se do cheque especial (Como? Próximo post).

Abraços e obrigado para a Cássia! F.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2008/09/08/0402306ED8B90326.jhtm?cheque-especial-brasileiros-acumulam-divida-de-r20-bi-0402306ED8B90326

Muita gente acha que o produto financeiro Crédito Consignado é o fim dos problemas para o cidadão endividado. Foi, sem dúvida, uma evolução e uma conquista. Trouxe, porém, muita dor de cabeça, em especial para aposentados.
Abaixo uma notícia que não é nenhum “furo”, mas que deixa claro que o governo não deixará que a “farra” continue. Com o aumento da SELIC e o preço tabelado dos juros do consignado, os bancos passaram a ter suas margens de lucro muito reduzidas.
Alguns bancos menores, especializados neste produto, já anunciaram que reduzirão suas carteiras. Os números do banco central mostram que isto já começou.
É má notícia para a pessoa física, i.e. é hora de ficar com os dois olhos bem abertos.
Abraços, Fernando
Sexta-feira, 29 de agosto de 2008

 
Previdência mantém juro do empréstimo consignado
O Conselho da Previdência Social decidiu nesya quinta-feira manter o teto do crédito consignado para aposentados em 2,5% ao mês. Os bancos queriam aumentar o juro, sob alegação de a taxa básica, a Selic, vem subindo todo mês.A Selic subiu de 11,25% em abril para 13% ao ano agora. Como o empréstimo consignado praticamente não tem risco, porque é descontado diretamente do benefício do aposentado ou pensionista, uma margem mínima já dá lucro aos bancos.

Mesmo sem capitalizar (cobrar juro sobre juro), dá para ver a enorme diferença entre o que os bancos podem cobrar dos aposentados e o que pagam ao seu aplicadores. Com 2,5% ao mês, cobram 30% (como é capitalizado, a taxa é ainda mais alta), ante os 13% anuais da Selic.

 
 
 
 
Carlos Rangel
Da equipe do DiárioNet
Publicada em: 27/8/2008