Caros,

Este assunto me irrita. E deve irritar muito mais os milhares de brasileiros que enfrentam problemas sérios com as suas dívidas (bancárias ou não). Já escrevi textos mal humorados porque vejo a FIESP, o BC, o Ministério da Fazenda e a mídia inteira bater sempre na mesma tecla – …na tecla errada. Os exemplos dos últimos dias:

  1. O BC finalmente tornou pública – de forma transparente – a tabela de juros dos bancos. Só que o próprio BC irá rever a metodologia, pois gerou uma gritaria sem fim.
  2. O Sr. Paulo Skaf, da FIESP, foi à loucura ao pregar cadeia para o…quem?…HSBC, que segundo a lista do BC cobra os juros mais altos do mercado.
  3. O Presidente do BC, Henrique Meirelles, diz para os políticos que vai pegar pesado pela queda dos juros bancários. Que é isso? Palanque para o governo de Goiás?

Os fatos são:

  1. Um triste fato da vida é que as empresas brasileiras estavam mais estocadas do que nunca, porque o país crescia muito rápido (acima de 6,5% a.a., em setembro) e o Natal chegava. E por conta disso todas tinham mais dívida do que o normal.
  2. O cidadão brasileiro também estava mais endividado do que nunca – porque a oferta era grande e o brasileiro não faz conta, i.e. compra uma geladeira na Casas Bahia ou no Magazine Luiza, e faz as famílias Klein e Trajano felizes porque pagam a geladeira e um fogão (de juros).
  3. Quanto as linhas externas secaram para os bancos brasileiros e para o grande empresário local que se endividava lá fora, houve um grande gargalo no crédito doméstico.
  4. Eu, você, o Bradesco e a Petrobras estamos com menor oferta de crédito e  – só por isso – pagamos juros mais altos. Exemplos:
  5. Juros para uma das maiores multinacionais do mundo: 125% do CDI
  6. Juros para um dos maiores grupos empresariais do Brasil: 160% do CDI.
  7. Juros para um grupo brasileiro que fatura mais de R$ 1 bilhão: 188% do CDI.
  8. Juros pagos para o F.Blanco, segundo oferta por escrito, de um banco internacional (ex-primeira linha): 105% do CDI.

Nota: CDI é a taxa média dos juros interbancários e costumava ser semelhante à SELIC (taxa básica do BC).

Deu pra notar a situação? Como lutar contra isso?

A Petrobras e o Bradesco estão se virando para conseguir mais crédito. O cidadão e a pequena/média empresa brasileiros, não o fazem direito. Reclamam, xingam os bancos, etc. Nada disso adianta.

Vejam este post do J.P.Kupfer. O post é bom e pronto, mas o “””destaque””” aqui vai para os comentaristas. É uma falastrice sem fim, que não ajuda em nada a vida de ninguém. Se o tempo que perdem berrando palavras de ordem, fosse usado para fazer uma boa pesquisa de preços e serviços, aí sim se dariam melhor. E o mesmo raciocínio é válido para empresários.

Eu já falei com meia FIESP/CIESP sobre como as empresas podem e devem se defender dos juros altos! Alguém me ligou? Não! Até parece que não querem solucionar o problema. Afinal, se não houver problema não haverá microfones à disposição para a gritaria de sempre, né?

Mas é óbvio que não é isso. Ou será que é ? Skaf e companhia querem a solução do problema. Só não sabem como fazer…e desprezam ajuda externa.

Olhem aqui a famosa lista do BC. Separei dois exemplos: Pessoa Física – CréditoPessoal e Pessoa Jurídica – Capital de Giro Pré. Compare  os bancos e compare o quanto você paga. Vá na agência e converse com o seu gerente, para tentar entender os juros que você paga e o que o BC publica. E assunte por que outros bancos cobram menos.

Mas atenção: compare banana com bananas. Exemplo: eu e você não teremos crédito jamais no Banco Itaú BBA, que é voltado para grandes empresas. E se quiserem procurar os bancos, este link da Febraban ajuda.

E leiam aqui no Blog a sessão Melhore o seu Crédito. Lá tem boas dicas, palavra de escoteiro.

Perguntem, critiquem, etc., mas sempre voltado à busca de solução, pois do contrário é perda de tempo.

Abraços, F.

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Promessa é dívida!

A grande maioria das empresas é ‘vítima’ da chamada sazonalidade de Natal. Em outras palavras, elas vendem muito mais durante: (a) outubro e novembro (as indústrias), (b) dezembro (o comércio). Digo que elas são ‘vítimas’ porque a sazonalidade requer um planejamento todo especial para dar conta da demanda irregular desta época.

Significa que meses antes da venda ocorrer a empresa já teve que planejar (i.e. adivinhar) o quanto terá de comprar de matéria-prima (indústria) ou produto para revender (comércio), além da necessidade de capital de giro! No entanto, este ano tivemos um complicador extra: a volatilidade causada por esta crise maluca.

De qualquer forma, a maioria das empresas deve estar neste momento:

  1. Sem ou com pouco caixa.
  2. Com muitas duplicatas a receber no seu ativo –  e com maior risco de inadimplência.
  3. Com mais estoque do que de hábito, porque previu vender mais do que conseguiu.
  4. Boa parte das duplicatas a pagar já foram pagas.
  5. Endividamento bancário elevado – garantido, em parte, pelas duplicatas acima.

Esta é uma fotografia clássica de um balanço em final de ano/janeiro. Só que desta vez há um problema adicional: o cenário de crise deste primeiro trimestre de 2009:

  1. Os bancos entrarão 2009 com menos apetite de lhe dar crédito do que antes.
  2. Razão: eles sabem (ou supõe – e tanto faz!) que sua empresa vendeu menos do que esperava neste Natal.
  3. Sabem – ou supõe, e tanto faz! – que sua empresa está com pressão de capital de giro e que está com menor oferta de crédito do que antes!
  4. Antes de liberarem mais crédito, a tendência é que os bancos solicitem o balancete do primeiro trimestre do ano… que só será produzido em maio, i.e. tarde demais para quem precisa de caixa já.
  5. Grandes setores estão estocados e produzindo pouco ou nada, e.g. automotivo, siderúrgico e construção civil (só para citar alguns que empregam bastante).
  6. A volatilidade do câmbio e o cenário depressivo internacional não ajudarão as exportações.
  7. A indústria irá demitir com mais frequência e os juros subirão (por conta do crédito menos ofertado). Moral da história: a propensão marginal a consumir das famílias cairá consideravelmente.

Resumindo, o cenário de horrores acima citado promete o seguinte às empresas:

  • Poucas vendas
  • Pouco crédito (e caro)

O que fazer (sob a ótica de crédito – não tenho a pretensão de sugerir estratégia empresarial):

  1. Limpar o balanço, i.e. o que não conseguiu vender no preço justo no Natal, não será vendido agora! Então liquide pra valer os seus estoques, pois financiá-los com empréstimo bancário será DIFÍCIL, CARÍSSIMO e ainda DETERIORARÁ O SEU CRÉDITO NA PRAÇA.
  2. “E alongar o crédito?” Se conseguires, sereis dígno do reino dos céus! (texto com estilo bíblio) Os bancos só alongarão créditos para clientes que estejam, comprovadamente, quebrando. E cobrarão juros, taxas e multas contratuais irracionais (e pedirão todas as garantias possíveis e imagináveis).
  3. Não reponha estoques. E se precisar fazê-lo, barganhe como nunca por maiores prazos com os seus fornecedores. Acredite: é melhor pagar mais juros (ou preço mais alto) para o fornecedor alongar o prazo de pagamentos, do que pedir dinheiro em bancos. Os bancos, ao sentirem que sua empresa não precisa deles, voltarão, aos pouquinhos, a procurá-lo para emprestar e aí você poderá reequilibrar o jogo.
  4. Se precisar muito, recorra a empresas de factoring de 1a. linha e faça suas duplicatas virarem caixa – mas só com as de 1a. linha. Procure a ANEFAC (associação do setor) para mais informações. Eu gosto da ANEFAC e de algumas factorings top, mas tem muita gente no setor que cobra como agiota. E saiba: os bancos têm precoceito com empresas que descontam títulos com factorings (palavra de um preconceituoso convertido), i.e. muito banco deixará de te emprestar se ‘cheirar’ que a situação do seu negócio está tão ruim, que você está precisando de factorings…
  5. Outra opção que é válida, mas só para quem vende para empresas muito grandes e poderosas, é descontar o título com o proprio sacado. Grupos que têm seu próprio banco gostam disso. O problema, segundo tenho sido informado, é que tem muita empresa deste perfil que também está com pouco crédito na praça…dureza!

Simples, não é?! A crise está tão dura, que a regra única a ser seguida é CASH IS KING (ou caixa é o rei). E eu diria mais: neste momento CASH IS GOD (…é deus, com ‘d’ minúsculo para não blasfemar).

É isso mesmo, converta seus ativos em caixa e reduza ao máximo seu endividamento bancário.

Opinião deste Blog: 2009 não é ano para se apostar “ah, o mercado vai virar”, “não vou vender por tão pouco e ter prejuízo”, “meu produto vale mais que isso”, etc. A regra é clara: o seu cliente está sem grana!

2009 é ano para empatar ou perder pouco.

A vida é longa e a gente reconstrói as perdas deste ano – mas para quem quebrar agora, o futuro será muito mais incerto e doloroso. Não esqueça: o seu carro tem acelerador e freio (além do breque de mão!): não queira acelerar sempre.

Com meu abraço, que é simpático com a sua causa,

Fernando

Analisar a evolução das decisões dos bancos centrais brasileiro e americano é uma graça (ou será desgraça?)!

Os dois podem ser acusados de tudo, menos de serem inconsistentes em relação às suas visões e interpretações sobre a situação econômica e os ‘remédios’ a serem aplicados.

Tanto o Brasil como os EUA sofrem do mesmo mal: falta crédito e falta confiança nos agentes econômicos. Naturalmente, as causas da doença são diferentes. Nos EUA, eles criaram o vírus em laboratório e depois, por uma falha de ‘vedação’, o vírus se espalhou causando uma contaminação em massa. Lá, o estado do paciente é gravissímo, pois a doença o destrói por dentro há mais de um ano.

Já o Brasil sofreu contágio por contato. Não que esse contato fosse tão próximo assim, mas como a transmissibilidade é alta, também pegamos a doença, que se apresenta em seu estágio inicial, mas já demonstra ser muito séria.

Estranhamente, porém, cada Banco Central resolveu trabalhar o clássico ‘antídoto’ anti-crise, as taxas de juros, de forma inversa:

1. Nos EUA, o FED entende que precisa zerar os juros básicos. E o fez. A decisão de ontem criou uma banda que varia entre zero e 0,25% a.a. – em outras palavras, é zero mesmo. O pior é que o efeito será (como vem sendo) nulo. A economia não se aquecerá por causa disso. Afinal, os juros já eram baixos demais. Vai dar, sim, um alívio mínimo aos endividados, que são muitos, mas isso se os bancos repassarem essa queda para os seus clientes. Duvido.

2. No Brasil, o BC acredita que o fantasma da inflação ainda nos ronda e a SELIC não sai dos 13,75%. E o pior é que aqui o efeito será nulo também. Não teremos mais ou menos inflação porque os juros da SELIC estão nesse nível ou em 10% a.a. Produtos importados subirão de preço com ou sem alta dos juros, pois nossa moeda se desvalorizou 50% este ano. Para compensar, todas as commodities despencaram de preço. Ainda assim, os juros que nós e nossas empresas pagam na ponta equivalem a várias SELICs, i.e. não seria 1% ou 2% que fariam a diferença na decisão de compra de ninguém.

Alguns “super analistas” já estão dizendo que os juros cairão no Brasil em 2009. Genial, não?! Mas o BC irá esperar sinais claros e cristalinos de que não há inflação ‘escondida atrás do armário’ e que a economia está de fato nocauteada. De qualquer forma, os spreads bancários não irão cair, pelo contrário, irão subir, pois a SELIC cairá e os juros na ponta ficarão nesse patamar, i.e. maiores lucros para o sistema financeiro. Os bancos dirão que é para compensar o aumento da inadimplência.

Nos EUA, até o não-economista, President Elected Barack Obama diz que o ‘armamento’ do FED está acabando. Acabou de fato. O negócio agora é injetar dinheiro na veia do sistema, seja através de rebates fiscais, compras de ativos (podres ou não), perdão (ou rebate) de dívida dos mutuários do sistema hipotecário, etc. Aqui também, mas assim como nos EUA (e na Europa e na Ásia), a recuperação do paciente será lenta e longa (ver último post).

Com meu abraço,

Fernando

A Miriam Leitão nos pergunta que decisão o COPOM tomará na próxima semana em mais um round da luta do início de século Mantega X Meirelles.

A queda da inflação coloca dúvidas sobre quais fatores de fato contribuíram para a queda nos preços. A economia já terá desaquecido? Ou a redução da especulação com commodities teria sido fator preponderante? Ninguém sabe, esta que é a verdade.

Na dúvida, portanto, o BC subirá a SELIC. Minha aposta é 0,5%. Quem dá mais?

Abraços e boas apostas, F.

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/post.asp?t=o_que_fara_copom_na_semana_que_vem&cod_Post=123559&a=495

Os mais velhos lembrar-se-ão quando o Rei Pelé (do meu Santos FC de Glórias Mil) declarou que o brasileiro não sabia votar – isso lá nos idos de 70 e pouco. Quase foi deportado o pobre. Pois eu afirmo: o brasileiro não sabe se endividar. E tem gente que duvida…

Olhem só que reportagem bacana que está no link abaixo. Dá uma visão perfeita da situação do brasileiro:

  1. Poucos tomam crédito – porque é muito caro, naturalmente
  2. Não fazem idéia do quanto pagam de juros

Aproveito para comentar sobre um tema sobre o qual venho sendo “desafiado”: “a coisa não está tão ruim para a pessoa fisíca, pois o povão toma crédito consignado e para automóveis, que são mais baratos“.

  1. Consignado: é bem mais barato e, atualmente (mas caindo), representa 55% da categoria Crédito Pessoal. Primeiro, há os outros 45% pagando muito caro. Segundo, metade dos velhinhos pararam de tomar remédio para pagar o consignado. Crédito menos caro não é sinônimo de controle orçamentário.
  2. Crédito para veículos é barato mesmo? Eu comprei um carro no último sábado. Podia ter parcelado em zilhões de prestações SEM JUROS!!! Preferi brigar até a morte e pagar à vista. O desconto obtido resultaria no pagamento de uma taxa de juros tão alta, mas tão alta, que faria agiota corar! 

Falta muita educação financeira e creditícia neste país…

Abraços, F.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/08/27/consumidor_nao_conhece_taxa_de_juros_de_financiamento_diz_acsp_1602662.html

Leiam abaixo um artigo do Clóvis Rossi, da Folha de SP. Ele não é um especialista em crédito, mas nos ajuda a refletir.

Tenho apenas um comentário: quando ele fala que a PJ leva em conta os juros….hum…nem todas, na verdade, muito poucas. A maioria delas é administrada por uma PF, que pouco conhecimento tem do tema, pouco tempo tem para se dedicar ao tema e, pior, por não gostar do tema se afasta ainda mais do mesmo. Abs, FB

 

O besouro e o crédito

Clóvis Rossi

 

SÃO PAULO – Diz-se do besouro que não pode voar, pela sua aerodinâmica. No entanto voa. Daria para dizer a mesma coisa sobre o crédito no Brasil: na teoria, o aumento dos juros deveria derrubar a demanda por crédito. Na prática, o crédito voa -ou alcança um recorde após o outro. Em julho, chegou ao nível máximo desde que começaram a ser coletados os dados pelo Banco Central.
É mais fácil explicar por que a demanda por crédito continua subindo, apesar do aumento do custo do dinheiro, do que explicar por que o besouro voa: brasileiro não leva em conta o nível dos juros, mas o valor da prestação. Se cabe no bolso, pega dinheiro, mesmo pagando mais.
É verdade que são as pessoas jurídicas que estão buscando mais crédito -e, em tese, elas, sim, levam em conta a taxa de juros. De todo modo, fica evidente que o aquecimento da economia tende a se manter, na medida em que o crédito é um dos combustíveis mais importantes para o consumo.
Logo, é igualmente evidente que se torna mais e mais ingrata a tarefa do Banco Central de derrubar a demanda via aumento dos juros.
O que, por sua vez, significa que soa bem provável a previsão da grande maioria dos economistas de que os juros continuarão subindo e subindo. “Uma Selic [taxa de referência do BC] de 14,75% em dezembro é muito provável, assim como sua manutenção por uns quatro a seis meses, entrando em 2009”, escreve, por exemplo, José Francisco de Lima Gonçalves, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP e economista-chefe do Banco Fator, para o número mais recente do boletim da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, também da USP.
Vai acabar levando a inflação para o centro da meta em 2009. Mas, acrescenta Lima Gonçalves, “o custo será a redução do crescimento do PIB de 5% para 3,5%”.
É um bom negócio?

Olha aí, pessoal: notícia fresquinha! Minha análise vem a seguir (e o link do Banco Central está lá embaixo):

  1. O volume de crédito na economia cresceu um pouquinho, de 36,6% do PIB para 37%, para um estoque de R$ 1,086 trilhões – em julho de 2007 era 32,4%. O Banco Central estima que chegaremos a 40% no final do ano.
  2. As operações com Pessoas Jurídicas cresceram 1,3% no mês (40,9% em 12 meses).
  3. Já as com Pessoas Físicas cresceram 1,2% no mês (20% em 12 meses) – estão desacelerando, graças a Deus!
  4. Ainda na PF, mal sinal: o Consignado (que é menos caro) representou 55,5% do total do Crédito Pessoal (vindo de 56,2%) – é o início da reação dos bancos ao esmagamento do spread nestas operações (que têm a taxa de juros fixada pelo Banco Central). O próximo relatório mostrará queda adicional.
  5. A inadimplência aumentou: depois da estranha queda do mês passada, registrou-se um aumento na PF para 7,3% (+ 0,3 p.p. no mês), enquanto que na PJ a inadimplência permaneceu estável em saudáveis 1,7%.
  6. Os juros estão em alta 2X: primeiro porque  a SELIC vem – e continuará – subindo, mas também porque o spread que os bancos colocam em cima da SELIC também está em alta. Números:
  • PJ – Taxa de juros (média): 27,5% (+ 0,9 p.p. no mês)
  • Spread PJ médio: 25,6 p.p., com alta de 1,1 p.p. no mês
  • PF – Taxa de juros (média): 51,4% (+ 2,3 p.p. no mês)
  • Spread PF médio: 36,6 p.p., com alta de 1,9 p.p. no mês

Nota: p.p. = pontos percentuais

Nenhuma surpresa. Vejam que este não é um quadro que indique hecatombe. Porém, é inegável que teremos uma desaceleração do crescimento combinada (e do emprego e da renda) com juros em alta: dá para ser pior para que se endividou de forma “amadora”?

http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOM

Abraços, F.